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Brasileiros preferem autenticar transações com impressão digital, diz pesquisa

Claudio Yuge

Muitos bancos brasileiros já utilizam a biometria, especialmente as impressões digitais, para a autenticação de segurança para transações. Por armazenar as informações no dispositivo e checar os dados de maneira criptografada, essa tem se mostrado um dos acessos mais seguros ultimamente, segundo os próprios desenvolvedores e clientes. E, agora, uma pesquisa confirma isso, ao mostrar que a maioria dos correntistas nacionais aceita ceder seus dados biométricos para as instituições financeiras.

O levantamento foi realizado entre fevereiro e março deste ano pela empresa Dynata, a pedido da empresa de análise de informações FICO. A coleta foi feita junto de 5 mil pessoas em dez países: Brasil, México, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Malásia, Filipinas, Turquia e Suécia. Como resultado, 86% concordam em liberar sua biometria para verificações de contas e 89% em ceder para análise de comportamento.

Reprodução/Pixabay

Impressão digital (83%), leitura facial (54%) e varredura ocular (35%) são os recursos favoritos pelos entrevistados. Já sobre as alternativas de acesso ao banco digital

  • 53% desejam receber senhas via SMS a cada acesso;
    50% preferem usar o scanner de impressão digital;
    45% preferem login e senha próprios;
    36% preferem scanner facial;
    34% preferem código de acesso via e-mail;
    24% preferem um código gerado pelo banco;
    19% preferem acesso falado único ao celular;
    15% preferem reconhecimento de voz;
    14% preferem código de acesso único entregue falado via telefone residencial.







Essa análise revela também as senhas estão perdendo força entre os consumidores, pois 37% disseram ter deixado de comprar um produto por esquecer a combinação em uma plataforma de e-commerce e 13% não conseguiram avançar com a negociação de um fornecedor pelo mesmo motivo. E a pesquisa encerra com uma constatação já conhecida sobre os hábitos pouco seguros dos usuários: 29% usam uma senha para cinco ou mais contas e 23% costumam escrevê-las em cadernos ou em arquivos no celular.

Fonte: Canaltech