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Brasileiros percorrem as maiores distâncias por aeroportos e serviços de saúde complexos

Alessandra Saraiva

Segundo o IBGE, o tamanho continental do país leva o cidadão a percorrer distâncias médias de dois dígitos em atividades de serviços importantes Os brasileiros percorrem as maiores distâncias, em termos de deslocamento pelo país, em busca de aeroportos e serviços de saúde complexos. Na prática, o tamanho continental do país leva o cidadão a percorrer distâncias médias de dois dígitos em atividades de serviços importantes, como transportes e compra de roupas e de eletrodomésticos. As informações constam da pesquisa Regiões de Influência das Cidades de 2018 (REGIC 2018), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No levantamento, o IBGE apurou que a busca por aeroporto possui a maior distância linear percorrida, cerca de 174 quilômetros em média, nos deslocamentos dos brasileiros no país.

A segunda posição é ocupada por busca de serviços de saúde de alta complexidade, como cirurgias em geral e tratamento de câncer, com média de 155 quilômetros de distância percorrida, nos deslocamentos dos brasileiros. Para serviços de baixa e média complexidade, como consultas odontológicas e serviços ortopédicos, a distância média percorrida pelos brasileiros é menos da metade: 72 quilômetros.

O IBGE investigou ainda a distância média em deslocamentos para outros objetivos. No caso de vestuário e calçados, o instituto apurou média de 78 quilômetros de percurso, no conjunto das cidades do país.

Mas o padrão de deslocamento é diferenciado, a depender da região do país. Por exemplo, no caso da Região Norte, principalmente Manaus (PA) e Belém (PA), as distâncias a serem percorridas para comprar roupas e calçados são acima da média, para comprar roupas e sapatos: de 160 quilômetros.

A maior média de deslocamento para aquisição de peças de roupas e calçados no país ocorre no Estado do Amazonas: 342 quilômetros. Para se ter uma ideia da diferença entre outras regiões, o IBGE informou que, nos deslocamentos dos Estados da Região Sudeste, e na maioria dos Estados da regiões Sul e Nordeste, a média oscila entre 50 quilômetros e 75 quilômetros.

Para compra de bens mais caros, como móveis e eletroeletrônicos, o deslocamento médio para o conjunto das cidades do país foi de 73 quilômetros, de acordo com dados da pesquisa.

O IBGE também investigou, em sua análise, tempo de deslocamento para atividades de ensino superior. Em média, o brasileiro se deslocou 92 quilômetros em busca de universidades, em 2018.

No caso de atividades culturais, a média de deslocamento percorrida foi de 67 quilômetros, pelo brasileiro.

Atividades esportivas

Os brasileiros percorrem, em média, 73 quilômetros por atividades esportivas, como assistir jogos de futebol por exemplo.

No levantamento, é possível perceber que o brasileiro percorre mais distância por atividades esportivas nas Regiões Norte e Centro-Oeste, de maior extensão territorial, 123 quilômetros e 103 quilômetros, respectivamente. Em contrapartida, as menores distâncias são observadas nas Regiões Sudeste e Nordeste (67 quilômetros e 61 quilômetros respectivamente).

Já na Região Sul, a distância média é de 71 quilômetros. Esse patamar de deslocamento é influenciado por deslocamentos entre municípios do interior do Rio Grande do Sul e oeste catarinense para a capital gaúcha. Apenas para Porto Alegre (RS), casa de times de futebol como Grêmio e Internacional, a média dos deslocamentos é de 247 quilômetros, informou o instituto.

Na prática, cidades onde há equipes de futebol bastante populares, geralmente metrópoles, se destacaram como centralidades atrativas para assistir a eventos esportivos, resumiu o IBGE.