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Brasileiro vê o Facebook como principal fonte de desinformação e fake news

·3 min de leitura

Conteúdos políticos publicados no Facebook são a principal fonte de desinformação no Brasil. A constatação teria sido feita pela própria rede social após a realização de pesquisa interna com usuários em sete países: Brasil, Colômbia, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Japão e Reino Unido. Em solo brasileiro, cerca de 60% dos entrevistados teriam declarado que ali é onde a desinformação crônica reside — nos EUA, esse número foi de pouco mais de 30%, enquanto na Colômbia o índice chegou a 66%.

As informações foram publicadas pelo jornal Estado de S.Paulo e extraídas de um estudo vazado, cujo objetivo era mapeamento as categorias nas quais há maior incidência de "desinformação cívica", terminologia empregado pelo levantamento para designar notícias falsas. Dados da pesquisa revelam que a segunda maior marca de alcance em desinformação cívica no Brasil são artigos em sites, com cerca de 59% das incidências, seguida pelas categorias de piadas (42%), publicidade (32%), contas falsas (25%), fraudes (23%) e mensagens de spam (20%).

Os brasileiros têm a percepção de que as notícias falsas são propagadas pelos apps da Meta (antigo Facebook Inc.) (Imagem: Elements/twenty20photos)
Os brasileiros têm a percepção de que as notícias falsas são propagadas pelos apps da Meta (antigo Facebook Inc.) (Imagem: Elements/twenty20photos)

Todas as porcentagens foram calculadas de acordo com as respostas dos entrevistados brasileiros, que somaram 5 mil usuários nos apps da empresa. A total de participantes que efetivamente respondeu sobre o Facebook não foi apresentada no relatório, portanto os dados podem incluir também números referentes ao Instagram, Messenger e WhatsApp.

Facebook minimiza o resultado

Segundo o Facebook, os resultados da pesquisa não medem a "prevalência ou a quantidade de um determinado tipo de conteúdo" nos serviços da companhia. "A pesquisa mostra a percepção das pessoas sobre o conteúdo que elas veem nas nossas plataformas. Essas percepções são importantes, mas dependem de uma série de fatores, incluindo o contexto cultural. Divulgamos trimestralmente a prevalência de materiais que violam nossas políticas e estamos sempre buscando identificar e remover mais conteúdos violadores", esclareceu por meio de porta-voz.

Conforme o relato do Estadão, a premissa central nas histórias apresentadas é falsa. "Sim, somos um negócio e temos lucro. Mas a ideia de que lucramos às custas do bem-estar e da segurança das pessoas não compreende onde residem nossos próprios interesses comerciais", acrescentou.

Mas em um país onde 7 em cada 10 pessoas se informa nas redes sociais, números como esses são, no mínimo, preocupantes. Cerca de 83% dos brasileiros entrevistados em uma pesquisa conduzida pela Kaspersky, indicaram estarem cuidando de sua saúde com base em informações compartilhadas em redes sociais, e 88% afirmaram usar as redes sociais para se manterem informados sobre o funcionamento de serviços durante a pandemia.

Fake News no Brasil

Como bem justificou o Facebook, embora seja apenas uma percepção das pessoas, fica claro que o usuário tem conhecimento de páginas, grupos e perfis destinados à disseminação de notícias falsas. Essa temática é, inclusive, alvo de investigação Supremo Tribunal Federal (STF) em inquérito que busca descobrir o envolvimento de políticos, autoridades, blogueiros e empresários, no âmbito de um suposto esquema de financiamento e disseminação de notícias falsas.

Frances Haugen saiu do Facebook por discordar das políticas da empresa (Imagem: Reprodução/CBS News)
Frances Haugen saiu do Facebook por discordar das políticas da empresa (Imagem: Reprodução/CBS News)

Facebook Papers

Esses dados são parte integrante do chamado Facebook Papers, um conjunto de documentos vazados para um consórcio internacional de veículos de imprensa que contempla o Wall Street Journal, New York Times, Le Monde, The Guardian e o próprio Estadão. Já foram publicados diversos outros materiais que revelam impactos na saúde mental de adolescentes, criação de produtos para crianças de seis anos,

Esses dados já foram remetidos ao Congresso dos Estados Unidos e à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador das empresas listadas na bolsa de valores dos EUA, como parte de uma ação proposta por Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook que pediu demissão em maio por discordar de atitudes da companhia, a quem acusou de somente visar o lucro acima de tudo.

Quando parece que tudo se acalmou para as empresas da Meta, novos documentos surgem e mostram que ainda há muita coisa para ser revelada. O que será que ainda virá por aí?

Fonte: Canaltech

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