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Brasileiro registra possível impacto na região equatorial de Júpiter; confira!

·2 minuto de leitura

O registro de impactos de objetos espaciais em Júpiter é um acontecimento tão raro que, desde 1994, apenas sete foram observados — mas recentemente um brasileiro parece ter tido a grande sorte. Por volta das 19h39 (horário de Brasília) do último dia 13 de setembro, o astrônomo amador José Luis Pereira descobriu um possível candidato a novo impacto no gigante gasoso.

Na noite em que José Luis Pereira observava Júpiter, as condições do tempo não eram favoráveis. Mesmo assim, ele decidiu procurar por possíveis pontos luminosos em seu registro com o auxílio do programa DeTeCt — plataforma gratuita usada para verificar eventos transitórios, como impactos planetários.

(Imagem: Reprodução/José Luis Pereira)
(Imagem: Reprodução/José Luis Pereira)

O programa, então, acusou uma grande probabilidade de que a alteração na imagem anteriormente percebida por Pereira poderia ser uma colisão planetária. Agora, novas análises serão realizadas para confirmar se, de fato, trata-se de um impacto. Em caso positivo, este pode ser o oitavo registrado em Júpiter desde 1994, quando o cometa Shoemaker-Levy 9 atingiu o planeta.

Júpiter é um gigante gasoso que gira rapidamente, completando uma volta em torno de seu eixo a cada 10 horas. Por isso, sua taxa de rotação varia de acordo com a latitude do planeta — na faixa equatorial, a velocidade de rotação é maior que a velocidade dos polos. Para saber exatamente onde o possível impacto ocorreu, é necessário o uso de três sistemas para determinar também a longitude do evento.

O Sistema I compreende 10° acima ou abaixo do equador; o Sistema II considera todas as latitudes altas; e o Sistema III leva em conta a rotação magnetosfera e a taxa de rotação oficial de Júpiter — normalmente, essas três informações são consideradas para se chegar a um resultado mais certo. O possível impacto registrado por Pereira aconteceu na seguinte posição: latitude 5,5 ° e longitude 105,7 ° (Sistema I), 83,3 ° (Sistema II) e 273,4 ° (Sistema III).

Os astrônomos amadores estão sendo incentivados a analisarem qualquer vídeo ou imagem registrados em até 5 minutos após o possível impacto. Afinal, com mais informações, torna-se mais fácil a identificação do evento. De todo modo, é mais um exemplo bacana de como os cientistas cidadãos contribuem de maneira significativa para a ciência.

Fonte: Canaltech

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