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Brasileiro 'leva menos e paga mais' no mercado e no tanque do carro

·2 minuto de leitura
Photo of a woman in a supermarket wearing protective face mask.
Os gastos nos supermercados cresceram 1,1% em junho, de acordo com a pesquisa do IBGE
  • Mesmo trocando as marcas de produtos o brasileiro não consegue economizar tanto

  • Cenário coloca recuperação econômica em xeque

  • Brasil tem mais de 14 milhões de desempregados

Com a inflação já na casa dos 8% nos últimos 12 meses, os preços de itens como comida, conta de luz e gasolina nunca pareceram tão altos. Com isso, o comportamento do consumidor em tempos de crise não pode ser outro: o carrinho de compras está mais vazio, mas o preço que se paga por isso continua caro.

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Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em junho, as vendas do varejo caíram 1,7% em comparação a maio, surpreendendo analistas que não esperavam números tão ruins num momento de reabertura da economia.

Por outro lado, o faturamento do setor para o mesmo mês, também segundo o iBGE, cresceu 1,5%. Logo, consumidores compraram menos coisas e pagaram mais. É aquela "promoção" que ninguém gosta.

Vale ressaltar que o faturamento maior não necessariamente significa lucro para os produtores, já que eles também estão pagando mais pelos produtos em razão de crise da energia, secas, geadas, falta de água etc.

Supermercados

Os gastos nos supermercados cresceram 1,1% em junho, de acordo com a pesquisa do IBGE, mesmo os brasileiros tendo comprado um volume 0,5% menor.

Em julho, os preços dos alimentos nas prateleiras ainda estavam 16% mais caros que há um ano. Carnes, arroz e óleo de soja, seguem 34%, 40% e 84% mais caros pelos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação.

Pesquisas feitas pela Associação Brasileira de Supermercados mostram que as vendas de marcas mais baratas de arroz, óleo e produtos de limpeza estão crescendo

Os indicadores também apontam que a procura pelas carnes mais baratas está tomando o lugar dos cortes nobres. Já busca por ovos está crescendo mais rápido que a de frango.

Postos de gasolina

Nos postos de gasolina, a distância entre o que o consumidor está pagando e o que está levando no tanque ficou ainda. Em junho, a receita subiu 0,8%, mas o total de litros comprados pelos motoristas caiu 1,2%.

Com isso, o consumidor fica numa encruzilhada. Não pode cortar itens da cesta (como alimentos ou a conta de luz) e mesmo na troca de marcas, está pagando mais caro. Isso tudo num país com mais de 14 milhões de desempregados.

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