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Brasileira vacinada no primeiro dia relata experiência: "Achei que ia aplicar a dose em alguém e fui eu a vacinada"

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
Adriana Pasmanik recebeu a primeira dose da vacina no dia 17 de janeiro (Foto: Arquivo Pessoal)
Adriana Pasmanik recebeu a primeira dose da vacina no dia 17 de janeiro (Foto: Arquivo Pessoal)

Quando recebeu o telefonema da enfermeira-chefe do departamento onde trabalha no Hospital da Clínicas no último domingo, 17, Adriana Pasmanik, 57, achou que aplicaria a vacina contra o coronavírus em alguém. Às 14h45, a pediatra foi chamada para comparecer ao local onde estava o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), mas não explicaram o que ela faria lá.

“Foi um pouco de surpresa. Quando estava para sair o resultado da Anvisa [pela aprovação da CoronaVac], o complexo do Hospital das Clínicas foi informado que seria beneficiado e todo o staff receberia a vacina. Todo staff mesmo, do superintendente até o porteiro, mesmo as pessoas terceirizadas, todas as pessoas que dedicaram horas para o HC foram contempladas”, conta.

Ao longo da semana, foi feito um recrutamento de voluntários. Cada instituto do hospital seria responsável pela vacinação da equipe e Adriana decidiu se candidatar. “No domingo, às 14h45, a enfermeira chefe me perguntou: ‘Dra. Adriana, a senhora poderia estar aqui às 15h?’ Minha sorte é que não moro muito longe.”

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“Na minha cabeça, eles estavam convocando as pessoas que estavam por perto para fazer a vacinação, achei que eu ia vacinar alguém, eu estava escalada para aplicar a vacina”, no entanto Adriana foi chamada para receber a primeira dose e foi a 21ª brasileira a tomar o imunizante no país.

O sentimento, relata a médica, foi de felicidade e orgulho. “Para nós é uma luz no fim do túnel, para nós que varamos o ano trabalhando, perdemos muitos pacientes, sofremos junto com as famílias. Não foi fácil e não está sendo fácil. Se Deus quiser, poderemos encerrar um ciclo infindável de doença e morte”, diz.

Apesar de trabalhar no pronto-socorro do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, que recebeu menos pacientes do que na área central, Adriana teve de ser deslocada durante alguns meses para ajudar. “Com a demanda, eles acabaram precisando de mais suporte e todos os institutos se mobilizaram para ajudar com os pacientes de lá. Eu me voluntariei, então, a partir de abril, a gente começou a ajudar”, relata.

Mesmo com os meses difíceis, Adriana descreve o sentimento da equipe como sendo de orgulho pelo trabalho que puderam fazer.

A pediatra ainda não tem data marcada para receber a segunda dose da CoronaVac, mas a aplicação deverá acontecer entre 14 e 30 dias após a aplicação da primeira. No entanto, o Brasil tem enfrentado problemas para conseguir os insumos para produção da vacina, que estão na China.