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Brasileira que morreu em travessia para os EUA já morou no país e seria avó de uma menina em quatro meses

·2 minuto de leitura

RIO — A técnica de enfermagem Lenilda de Oliveira, de 49 anos, que morreu ao atravessar a fronteira do México com os Estados Unidos, já havia entrado ilegalmente no país em 2003 com o ex-marido e um dos irmãos, Moizaniel Oliveira. Ela permaneceu nos EUA por cerca de dez anos, período no qual trabalhou como "house cleaner", ou faxineira, e depois retornou ao Brasil.

Seu outro irmão, Leci Pereira, conta que na época em que esteve fora ela conseguia pagar a faculdade e dar uma "boa vida" a suas duas filhas.

— Ela decidiu voltar porque acreditou que a situação no Brasil estava melhor e já tinha pago parte dos estudos das filhas. Ao chegar aqui, não conseguiu continuar pagando a faculdade delas, mesmo trabalhando. O profissional ganha muito pouco aqui — diz.

Leci explica que ela quis voltar para os EUA para poder ajudar as filhas — uma delas, Genifer Oliveira, tem um filho de seis anos e está grávida de cinco meses.

— Minha irmã queria que fosse uma menina, e quando ela estava na estrada a Genifer ligou e falou que era. Ela ficou toda feliz — afirma.

Lenilda iria se juntar a Moizaniel, que voltou à América do Norte em 2018 e foi autorizado a ingressar legalmente por ter um filho pequeno.

No Brasil, ela também já trabalhou como agente de saúde e professora em uma escola na região em que vivia, em Vale do Paraíso, Rondônia. "Sempre gostou de lidar com pessoas", conta o irmão. Mais recentemente, ela atuava na área de Enfermagem em dois hospitais.

— Ela só sabia trabalhar, queria formar as filhas e dar uma vida digna. Cuidava delas e da minha mãe, que tem 70 anos e é diabética. Vivia para elas. Todo dia passava na casa da minha mãe, se preocupava muito, e no final de semana reunia a família — lembra o irmão.

Leci também conta que Lenilda era evangélica, mas ultimamente não estava frequentando igreja — o que pretendia mudar quando chegasse aos EUA.

— Ela começou a ter problemas com o marido, do qual se separou há alguns meses depois de cerca de 30 anos casada. Durante a separação a cabeça não fica boa, então não estava frequentando a igreja. Ela falou que na hora que chegasse nos Estados Unidos iria voltar — afirma.

O corpo de Lenilda foi encontrado pela policia americana em uma área de deserto ao sul da cidade de Deming, no Novo México (EUA), no último dia 15 de setembro. Acredita-se que ela tenha morrido de fome e sede após ter sido deixada para trás pelo grupo que fazia a travessia com ela, do qual faziam parte amigos de infância. Leci afirma que o único desejo da família é que as autoridades "tomem providências e não fique impune".

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