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Brasil x Argentina: pela primeira vez, Anvisa cancela jogo de futebol

·3 minuto de leitura

No domingo (5), algo inédito aconteceu nos primeiros minutos da partida entre a seleção de futebol do Brasil e da Argentina, durante as Eliminatórias da Copa do Mundo. Após seis minutos de jogo, agentes da agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Polícia Federal (PF) entraram em campo para retirar quatro jogadores argentinos que descumpriram as medidas sanitárias impostas contra a COVID-19, mais especificamente da quarentena obrigatória.

Durante a partida, quatro jogadores da Argentina não respeitaram a quarentena obrigatória — após terem passado pelo Reino Unido — e entraram para jogar a partida de futebol. Após a chegada da Anvisa e da PF, todos os jogadores argentinos saíram de campo e foram para o vestiário. Depois do ocorrido, a partida não foi finalizada.

"A decisão de interromper o jogo nunca esteve, nesse caso, na alçada de atuação da Agência. Contudo, a escalação de jogadores que descumpriram as leis brasileiras e as normas sanitárias do país, e que ainda prestaram informações falsas às autoridades, isso sim exigiu a atuação da Agência de Estado a tempo e a modo, ou seja, de maneira tempestiva e efetiva", declarou a Anvisa, em nota, sobre o ocorrido.

Anvisa interrompe partida entre o Brasil e a Argentina por causa de jogadores que descumpriram a quarentena obrigatória (Imagem: Reprodução/Pixabay/Pexels)
Anvisa interrompe partida entre o Brasil e a Argentina por causa de jogadores que descumpriram a quarentena obrigatória (Imagem: Reprodução/Pixabay/Pexels)

Viajantes devem ficar de quarentena

Segundo a Anvisa, "os jogadores prestaram informações falsas [sobre os países que estiveram anteriormente] e descumpriram, inequivocamente, a Portaria Interministerial 655, de 2021, a qual estabelece que viajantes estrangeiros que tenham passagem, nos últimos 14 dias, pelo Reino Unido da Grã-Bretanha, Irlanda do Norte e Índia estão impedidos de ingressar no Brasil".

Citada na nota, a portaria nº 655, de 23 de junho de 2021, estabelece regras para a entrada de estrangeiros no Brasil durante a pandemia da COVID-19 e define o seguinte:

§ 7º O viajante que se enquadre no disposto no art. 3º, com origem ou histórico de passagem pelo Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, pela República da África do Sul e pela República da Índia nos últimos quatorze dias, ao ingressar no território brasileiro, deverá permanecer em quarentena por quatorze dias.

Por que o aviso da Anvisa não foi feito antes do jogo?

Uma das principais questões levantada nas redes sociais sobre a atuação da Anvisa foi o porquê de agir somente na hora da partida de futebol entre o Brasil e a Argentina. Em nota, a agência esclareceu que buscou tomar medidas para evitar a situação desde o momento que soube da situação dos quatro jogadores.

"Desde o instante em que tomou conhecimento da situação irregular dos jogadores, no mesmo dia da chegada da delegação, a Agência comunicou o fato às autoridades brasileiras de saúde, por meio do Cievs, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde", defendeu a Anvisa.

Na sexta-feira (3), os jogadores da Argentina entraram no Brasil, às 8h, "prestando informações falsas". Neste dia, "a Anvisa identificou que as informações eram falsas e, ainda na noite de 3/9, notificou o Cievs, atualizando as autoridades de saúde (Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde de São Paulo)", argumenta a agência.

No sábado (4), a Anvisa afirmou que tive uma reunião com representantes da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da delegação argentina, onde "recomendou a quarentena de quatro jogadores argentinos" pelo histórico anterior de viagem.

Na manhã do domingo (5), a Agência acionou a Polícia Federal "a fim de que as providências no âmbito da autoridade policial fossem adotadas de imediato" e a situação apenas foi resolvida durante a partida de futebol.

Fonte: Canaltech

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