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Brasil visa aumentar exportação de milho para China, mas sem pressa, diz Abramilho

Roberto Samora
·2 minuto de leitura
Produção de milho em Sorriso (MT)

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - Brasil e China estão em negociações para ampliar o comércio de milho entre os países, embora seja inviável aumentar neste momento as exportações para o país asiático, devido à oferta reduzida no período da entressafra, disse a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) nesta quarta-feira.

Apenas uma fração das vendas de milho do Brasil, o equivalente a 68.550 toneladas, teve a China como destino no ano passado, segundo dados do governo. No período, as exportações totais do cereal foram de 42,7 milhões de toneladas. A título de comparação, a China adquiriu quase 80% da soja brasileira, ou 58 milhões de toneladas, no ano passado.

Na terça-feira, a Bloomberg noticiou que o Brasil se aproximava de um acordo que permitiria ao país aumentar as vendas do cereal para a China, que depende dele para alimentar seu crescente rebanho de suínos.

Há cerca de dois meses, representantes de Abramilho participaram de uma reunião com importadores e autoridades chinesas para discutir o comércio de milho, disse Cesario Ramalho, presidente da associação.

Na ocasião, o Ministério da Agricultura disse aos representantes chineses que se empenharia em tomar medidas que permitiriam ao Brasil aumentar as exportações de milho para a China.

"Não precisamos sair correndo para vender, não temos milho para vender", disse Ramalho. "O pessoal fica louco que a China quer comprar, mas graças a Deus, no milho, os clientes são múltiplos, tem o Japão, o Irã, União Europeia, tem muito comprador de milho", acrescentou.

O Ministério da Agricultura não respondeu de imediato a um pedido por comentários. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) preferiu não comentar.

A Abramilho disse que as medidas para facilitar o comércio do cereal com a China seriam de implementação relativamente simples, explicando que os chineses estão preocupados com um certo tipo de erva daninha, que poderia ser eliminada por meio do uso de herbicidas.

O Brasil planta duas grandes safras de milho por ano e deve colher um total de mais de 102 milhões de toneladas nesta temporada, segundo estimativas do governo.

A maior parte da produção fica disponível a partir do meio do ano, quando os agricultores colhem a segunda safra.