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Brasil vendeu 90% da safra velha de café antes da nova colheita, diz consultoria

·2 minuto de leitura
Plantação de café em São João da Boa Vista, interior de São Paulo

SÃO PAULO (Reuters) - A comercialização da safra de café do Brasil 2020/21 (julho/junho) atingiu 90% do total projetado até o dia 13 de abril, informou a consultoria Safras & Mercado nesta quinta-feira, em momento em que produtores se prepararam para a colheita da nova temporada, com alguns já iniciando as atividades.

O dado de Safras & Mercado mostrou uma evolução de 3 pontos percentuais nas vendas em relação ao mês anterior, ficando levemente acima do índice da mesma época do ano passado para a safra 2019/20 (89%) e também da média dos últimos cinco anos para o período (88%).

"A chegada da safra brasileira 2021 explica o avanço no fluxo de vendas", disse o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, em nota.

Alguns produtores de café canéfora (robusta ou conilon), que costumam iniciar os trabalhos antes daqueles que cultivam arábica, já deram a largada, mas ainda são poucos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

"A expectativa é de que um volume mais significativo de café robusta chegue ao mercado entre o final de abril e o começo de maio. Até o momento, poucos grãos estão disponíveis para comercialização, uma vez que produtores estão concentrados nas entregas programadas em meses anteriores", disse o Cepea, referindo-se a Rondônia.

Considerando o índice de Safras & Mercado para a comercialização, as vendas da colheita passada somaram 62,80 milhões de sacas de 60 quilos.

Segundo Barabach, o dólar alto e a recuperação na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) acabou elevando os preços no físico interno, o que trouxe um pouco mais de vendedores ao mercado.

"Apesar do interesse, o fluxo de negócios segue bem cadenciado", afirmou o consultor.

As vendas de arábica da safra 2020/21 subiram para 89% da produção, e as de conilon ganharam um pouco mais de ritmo e alcançaram 95% do total previsto.

(Por Roberto Samora; edição de Luciano Costa)