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Brasil vai investigar se 5G pode atrapalhar aviões; entenda

·1 min de leitura

Após autoridades e empresas dos Estados Unidos e Europa alertarem para os riscos do 5G sobre a aviação comercial, o Brasil também vai trabalhar para investigar qual será a influência do novo sinal de conexão sobre a operação de aviões e aeroportos pelo país.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), em conjunto com a Embraer, deve trabalhar em um estudo detalhado sobre como a conexão de telefonia móvel pode afetar os aviões, seja nas operações em solo ou no ar. A preocupação segue a esteira dos apontamentos já feitos pela FAA, órgão regulador da aviação nos EUA, que afirmou que milhares de aeroportos do país não poderão operar por instrumentos por causa das conexões 5G.

A frequência dos aparelhos que ajudam aeronaves a pousarem mesmo sem condições ideais visualização da pista, os altímetros, pode ser afetada e prejudicar o trabalho dos pilotos, mesma preocupação da Boeing e da Airbus.

O altímetro ajuda os pilotos a pousarem com baixa visibilidade (Imagem: Reprodução/svitlanah/Envato)
O altímetro ajuda os pilotos a pousarem com baixa visibilidade (Imagem: Reprodução/svitlanah/Envato)

Levando em conta o clima instável do Brasil, com verões extremamente chuvosos e com dias complicados de trabalho em aeroportos como o de Congonhas, na zona sul de São Paulo, essa investigação é de suma importância para a segurança das operações da aviação comercial.

Durante o leilão do 5G no Brasil, realizado no dia 4 de novembro de 2021, as frequências negociadas foram: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Nos EUA, as faixas de conexão são praticamente as mesmas da operação dos altímetros.

A Anatel deve trazer resultados em breve.

Fonte: Canaltech

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