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Brasil vai incentivar plantio de milho verão em 2021/22

Ana Mano
·2 minuto de leitura
Lavoura de milho em Campo Novo do Parecis (MT)

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) - O governo brasileiro vai introduzir medidas para elevar a produção de milho verão da próxima temporada, que será plantada no final de 2021, para aumentar a oferta doméstica, disse uma autoridade do Ministério da Agricultura à Reuters nesta quarta-feira.

O diretor de Comercialização e Abastecimento da pasta, Silvio Farnese, afirmou que as medidas ainda não foram concluídas, mas podem ser anunciadas em maio e incluem a oferta de mais crédito, seguro agrícola e mecanismos de apoio comercial para os agricultores aumentarem a produção do cereal.

"O Brasil deve aumentar sua produção de soja e milho para volumes recorde nesta safra", disse Farnese. "Mas isto não vai gerar a queda de preço esperada", acrescentou.

A produção total de milho do Brasil deve girar em torno de 103 milhões de toneladas na atual temporada. A safra de verão --primeira do ano--, que é plantada paralela à soja, já representou a maior parte da produção do país, mas hoje responde por apenas 22% do total.

As medidas são uma resposta à forte demanda global por alimentos e à desvalorização do real, que seguem dando impulso às exportações de grãos do país, reduzindo a disponibilidade local de produtos básicos e ingredientes para ração.

No ano passado, o governo eliminou temporariamente os impostos de importação de milho, arroz e soja de países de fora do Mercosul, visando aumentar as ofertas domésticas. Isso, porém, não impediu que os preços do óleo de soja e de cereais no varejo disparassem 60% em 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Farnese disse que o Brasil --segundo maior exportador de milho do mundo-- não vai estender a isenção tarifária para importações de milho, que expira em 31 de março.

Aumentar as reservas de grãos, como já foi feito no passado para regular os preços no período de entressafra, também não é uma opção, disse ele, citando os custos associados a esse esforço.

O diretor também descartou restrições de exportação para que as ofertas domésticas de alimentos aumentem.

"A exportação é excelente para o produtor... A exportação garante mercado para sua produção", afirmou Farnese.