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Brasil ultrapassa 118 mil mortos por Covid-19, aponta consórcio de veículos de imprensa no boletim das 20h

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O Brasil ultrapassou nesta quinta-feira a marca de 118 mil mortes por Covid-19. Nas últimas 24 horas foram registrados 970 novos óbitos, elevando para 118.726 o total de vidas perdidas para o novo coronavírus. Foram contabilizados também 42.489 novos casos do novo coronavírus, totalizando 3.764.493 infectados no país.

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As informações são do boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa, formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Dados da pasta divulgados na noite desta quinta-feira indicam que o Brasil registrou 44.235 novos casos de Covid-19, além de 984 mortes provocadas pela doença, das quais 415 ocorreram nos últimos três dias. Com isso, o país chegou a 3.761.391 infectados e 118.649 óbitos. Há ainda 2.731 mortes em investigação.

São Paulo é o estado com mais casos da doença: são 784.453 até o momento. Seguido por Bahia (247.853), Rio de Janeiro (219.198), Ceará (210.727) e Minas Gerais (205.942). Em relação às mortes, São Paulo também aparece na frente, com 29.415. Depois vêm Rio de Janeiro (15.859), Ceará (8.365), Pernambuco (7.480) e Pará (6.102).

O Ministério da Saúde deve contribuir com R$145 milhões para a vacina candidata contra a Covid-19 Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Em reunião na última quarta-feira com representantes do governo paulista e do Butantan, foi informado que o ministro interino, Eduardo Pazuello, já mandou identificar a fonte orçamentária para atender à demanda.

Na mesma reunião, o estado pediu R$1,9 bilhão para o governo federal para aumentar a produção de vacina, mas ainda não há resposta sobre esse pleito.

Representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reuniram nesta semana com representantes dos governos de São Paulo e do Paraná para tratar do registro de duas vacinas contra o novo coronavírus, ainda em fase de desenvolvimento.

Nesta quinta, o diretor-presidente da agência, Antonio Barra, se reuniu com o chefe da Casa Civil do Paraná, Guto Silva, e com o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado. O governo de Ratinho Junior (PSD) prevê iniciar testes da fase 3 da vacina russa Sputinik V, em até 45 dias, como informou Bela Megale.

Segundo a Anvisa, a reunião teve caráter preliminar e ocorre antes da submissão dos documentos solicitando a permissão para o desenvolvimento do produto. O governo do Paraná deve entrar com o pedido de aprovação do protocolo de testagem da vacina na agência em 30 dias.

O Brasil completou nesta quinta-feira seis meses de epidemia da Covid-19 em um cenário de persistência da doença. A partir da data da primeira morte notificada no país, em 80 dias a média de mortes diárias subiu de uma para mil. Agora, já se passaram outros 80 dias neste platô, no qual cerca de mil óbitos são registrados diariamente, considerada uma oscilação de 10%.

A estagnação aparente, porém, esconde um cenário dinâmico. Na semana em que o Brasil entrou no platô das mil mortes diárias, um grupo de apenas 20 dos mais de 5.500 municípios brasileiros concentrava 25% das mortes. Na atual semana, os 20 municípios com mais óbitos concentram apenas 16% deles. Essa comparação é uma medida de como a epidemia está mais pulverizada agora.