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Brasil teve 173 mil tentativas de ataques a dispositivos móveis em 8 meses

·4 minuto de leitura

Os oito primeiros meses de 2021 registraram aumento de 23% em ciberataques no Brasil em comparação com o mesmo período de 2020, segundo o Panorama de Ameaças 2021 da Kaspersky. O levantamento leva em conta os 20 malwares mais populares, que, juntos, totalizaram 481 milhões de tentativas de infecção — uma média de 1.395 por minuto. O estudo aponta o registro de mais de 173 mil de ofensivas contra plataformas móveis.

A principal ameaça em dispositivos móveis são os adware que mostram propaganda indesejada às vítimas para obter lucro. Duas famílias se destacam: programas que buscam obter controle do aparelho e stalkerwares — os programas comerciais de espionagem. Essas ferramentas são oferecidas como solução para monitorar filhos ou empregados. Seu uso real, entretanto, é a espionagem de cônjuges e parceiros. “Esse problema é mundial e está relacionado com a violência contra mulheres", diz Dmitry Bestuzhev, diretor da equipe de pesquisa e análise da Kaspersky na América Latina.

A tendência de crescimento aparece em todos os países da América Latina, menos na Costa Rica, que teve queda de 2%. O Equador lidera a lista com 75%. Na região, houve 2.107 ataques por minuto. O líder nesse tópico é o Brasil, com 1.395 tentativas de infecção por minuto. Para , o alto índice de programas piratas na região auxilia o cibercrime. "Podemos dizer que os internautas latino-americanos procuram as ameaças, pois elas são disseminadas por meio da pirataria de programas", explica.

Bestuzhev destaca os golpes que usam PDF e trojans web para roubar dados de cartões de crédito. "Nesses ataques, não há infecção no computador da vítima, pois o código malicioso está na loja online ou no banco. O roubo ocorre quando o visitante insere as informações", explica.

Imagem: Divulgação/Kaspersky
Imagem: Divulgação/Kaspersky

O estudo indica, ainda, que os ataques de phishing têm diminuído, mas que diversos países latinos ainda estão entre os mais atacados no mundo. O Brasil segue na primeira colocação, com 15,4% de registros de tentativas de ataque. Em seguida, vêm Equador (13,4%), Panamá (12,6%), Chile (12%) e Colômbia (11%).

Pirataria em ambiente corporativo contribui para alta do cibercrime

No segmento corporativo, muitas empresas tiveram dificuldade para fazer a migração para o ambiente de trabalho remoto. Com isso, esses acessos não estão protegidos, o que pode expor os negócios às ações de cibercriminosos.

Esses ataques exploram vulnerabilidades ou tentam adivinhar as senhas de acesso — ao computador ou ao servidor conectado à internet — para entrar na rede da empresa e roubar dados para, depois, extorquir a corporação. “Quando comparamos os oito primeiros meses de 2020 com os de 2021, verificamos aumento de 78%", afirma o especialista.

Os países mais atacados são Brasil (com mais de 5 milhões de tentativas de ataques), Colômbia (1,8 milhão), México (1,7 milhão), Chile (1 milhão) e Peru (507 mil). Quando se compara o crescimento com o ano anterior, o maior índice é da Costa Rica (378%), seguida por Venezuela (113%) e Argentina (91%).

Imagem: Reprodução/Pixabay
Imagem: Reprodução/Pixabay

A pirataria no ambiente corporativo está presente tanto em sistemas Windows em estações de trabalho quanto em sistemas industriais. "Como consequência, o ransomware WannaCry ainda circula na indústria depois de quatro anos", conta Bestuzhev.

Em média, uma tentativa de ataque a sistemas industriais é bloqueada por hora na América Latina. As estações de trabalho Windows, por sua vez, recebem mais de 11 mil ataques por hora. Entre as ameaças mais comuns estão golpes financeiros que roubam o dinheiro das companhias, programas de espionagem e ferramentas de administração remota.

Há pirataria, ainda, em servidores, que muitas vezes armazenam todas as informações da empresa. "Houve mais de mil tentativas de ataque a servidores Windows por hora. Além disso, a mineração maliciosa de criptomoedas e o WannaCry estão entre as ameaças mais populares”, relata. “O que mais preocupa, entretanto, são as ferramentas de movimentação lateral que indicam a existência de ataques dirigidos de ransomware. Eles já cresceram mais de 700% neste ano", diz o diretor.

Bestuzhev chama a atenção, ainda, para os ataques contra sistemas Linux. O levantamento da Kaspersky mostra que 75% das invasões ocorreram em servidores e as demais em ambientes virtualizados. "A principal ameaça desse sistema operacional é a mineração maliciosa, que usa trojans criados especialmente para a plataforma. Outro destaque é o Javali, um trojan financeiro brasileiro que se espalhou para a América Latina e a Europa."

Fonte: Canaltech

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