Mercado fechará em 4 h 13 min
  • BOVESPA

    116.786,64
    +652,18 (+0,56%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.651,95
    +222,20 (+0,49%)
     
  • PETROLEO CRU

    86,43
    +2,80 (+3,35%)
     
  • OURO

    1.735,30
    +33,30 (+1,96%)
     
  • BTC-USD

    20.102,03
    +736,02 (+3,80%)
     
  • CMC Crypto 200

    456,17
    +10,74 (+2,41%)
     
  • S&P500

    3.778,41
    +99,98 (+2,72%)
     
  • DOW JONES

    30.219,06
    +728,17 (+2,47%)
     
  • FTSE

    7.087,31
    +178,55 (+2,58%)
     
  • HANG SENG

    17.079,51
    -143,32 (-0,83%)
     
  • NIKKEI

    26.992,21
    +776,42 (+2,96%)
     
  • NASDAQ

    11.651,25
    +365,50 (+3,24%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,1443
    +0,0704 (+1,39%)
     

Brasil tem superávit comercial de US$4,2 bi em agosto, acima do esperado

Navio é carregado com contêineres em terminal no Porto de Santos

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - A balança comercial brasileira registrou superávit de 4,165 bilhões de dólares em agosto, informou o Ministério da Economia nesta quinta-feira, saldo 48% menor do que o observado no mesmo mês de 2021. Ainda assim, o dado veio melhor do que a expectativa do mercado. Pesquisa da Reuters com economistas apontava projeção de saldo positivo de 3,800 bilhões de dólares para o período.

O movimento de redução do saldo é explicado por um crescimento mais forte das importações. O número do mês passado é resultado de 30,840 bilhões de dólares em exportações, que cresceram 8,4% em comparação com o mesmo mês de 2021, e 26,675 bilhões de dólares em importações, alta de 30,5%.

A dinâmica das exportações no mês foi explicada por uma alta de 5,3% nos preços dos produtos e de 8,0% no volume vendido.

No recorte por atividade econômica, houve avanço nas exportações de agropecuária (+38,4%) e da indústria de transformação (+24,8%).

A indústria extrativa, por sua vez, recuou 30,2% no valor exportado, com impacto de uma queda média de 22,0% nos preços dos produtos e de 6,6% no volume embarcado. No segmento, houve queda intensa nas exportações de minério de ferro, um recuo de 56,2% no valor vendido porque os preços caíram pela metade em comparação com o pico atingido em agosto de 2021.

No mês, o crescimento mais intenso no valor das importações foi impulsionado por uma alta de 20,5% nos preços dos produtos e de 14,9% no volume comprado.

No acumulado de janeiro a agosto, o comércio exterior brasileiro registrou um saldo positivo de 44,1 bilhões de dólares, patamar 15,8% menor do que o observado no mesmo período de 2021.

O resultado do ano é fruto de 225,1 bilhões de dólares em exportações (+18,4%) e 181,0 bilhões de dólares em importações (+31,5%).

A última projeção do Ministério da Economia para a balança comercial no encerramento de 2022 aponta para um superávit de 81,5 bilhões de reais, mas a Reuters mostrou que o governo deve revisar o dado para baixo diante da forte alta nos valores de produtos importados pelo país. A próxima projeção oficial será divulgada no início de outubro.

O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, disse ser possível que a balança supere o saldo recorde de 2021, de 61,4 bilhões de dólares, mas destacou incerteza em torno das estimativas.

"Observamos uma grande volatilidade nas previsões por conta do efeito preço", disse. "Precisaríamos de mais 26 bilhões de dólares nesses quatro meses do ano para pelo menos igualar ao (saldo do) ano passado, é possível que isso aconteça, é difícil prever esse comportamento de saldo".

Ele ressaltou que como o pico da cotação internacional do minério de ferro foi atingido em agosto do ano passado, o fator preço deve pesar menos para baixo na comparação interanual dos próximos meses.