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Brasil tem mais de 29 mil golpes em vagas de emprego por mês; veja como se proteger

Vítimas de golpes acabam clicando em links ou passando dados confidenciais
Vítimas de golpes acabam clicando em links ou passando dados confidenciais, o que dá brecha para uma série de problemas

(Getty Images)

  • Brasil registra mais de 29 mil golpes em vagas de emprego por mês;

  • Anúncios com salários altos, jornadas flexíveis e baixa qualificação atraem vítimas;

  • Objetivo dos criminosos é roubar dados e obter dinheiro por meio do pagamento de falsas taxas.

Um levantamento da OLX, uma das maiores plataformas de compra e venda do Brasil, mostrou que mais de 29 mil golpes foram aplicados em candidatos que buscavam emprego entre janeiro e maio deste ano. Na maioria das vezes, o objetivo dos criminosos é roubar dados e obter dinheiro por meio do pagamento de taxas para processos seletivos que não existem.

Em um cenário econômico com mais de 11,3 milhões de desempregados, anúncios com salários altos, horário flexível, trabalho remoto, pouca ou nenhuma qualificação se tornam ainda mais atrativos para quem deseja uma recolocação. São essas, inclusive, as principais características das vagas ora anunciadas na internet, ora enviadas por SMS e WhatsApp.

“Na grande maioria dos golpes, os fraudadores utilizam de engenharia social para atrair possíveis vítimas”, explica Beatriz Soares, diretora de Produto e Operações na OLX, à Agência O Globo. O termo designa a manipulação psicológica que faz com que pessoas desavisadas informem dados confidenciais.

Dentre as informações pedidas, está número de telefone, CPF, e-mail e dados bancários. Em posse delas, os fraudadores podem utilizá-las para aplicar novos golpes, abrir contas bancárias em nome da vítima, roubar a identidade dela para atrair novas vítimas e roubar dinheiro.

A situação é mais comum do que se imagina. Uma pesquisa complementar da OLX, com cerca de 1.500 pessoas, revelou que 46% buscaram vagas de emprego online nos últimos dois meses. No primeiro contato, 80% delas passaram o número de celular, 64% informaram o e-mail e nome completo e 18% disseram o número do CPF.

Layout do golpe

  • Criminosos anunciam falsas vagas na internet ou as enviam por SMS ou WhatsApp para as possíveis vítimas;

  • Anúncios são atraentes, com altos salários, horário flexível, trabalho remoto, baixa qualificação. Geralmente, aparece o nome de grandes empresas no meio;

  • Ao responder, vítima é induzida a passar dados confidenciais, clicar em links ou pagar taxas;

  • Em posse de tais informações, criminosos conseguem se passar pela pessoa, roubar o dinheiro dela ou até mesmo acessar dados confidenciais presentes no celular, caso um malware tenha sido instalado sem que ela percebesse.

Como identificar o golpe e se proteger?

  • Jamais clique em links

Ou a vítima será encaminhada para um site falso, em que preencherá uma ficha cadastral com seus dados pessoais, ou o link permitirá o download de algum software capaz de acessar informações salvas no celular, incluindo as confidenciais, como dados bancários. Há ainda casos em que o dono do aparelho perde o acesso ao WhatsApp, Telegram ou redes sociais, aplicativos posteriormente usados pelos criminosos para extorquir familiares e amigos da vítima. Por isso: segure a curiosidade! Mesmo que o link pareça seguro, se você não tem total confiança nele, é melhor não arriscar.

  • Confirme o processo

Dificilmente as empresas entrarão em contato com pessoas aleatórias para seus processos seletivos. Por isso, Leonardo Casartelli, diretor de marketing da Empregos.com.br, portal de Recrutamento e Seleção, destaca que é fundamental checar em outros canais se existe alguma ação do tipo.

“Ao receber informações sobre uma oportunidade de emprego, os candidatos busquem pelo processo diretamente no site da empresa, para averiguar se a vaga realmente existe”.

  • Cuidado com o envio de amigos

Caso a oferta de emprego tenha chegado via um conhecido, verifique da mesma forma. “Faça uma ligação para a pessoa, se possível por chamada de vídeos, para ser se realmente é ela”, aponta Regina Acutu, CEO da Verifact. Em caso positivo, vale seguir tomando cuidado, pois o colega ou familiar também pode ter sido enganado.

  • Desconfie de muitos benefícios e facilidades

Vagas muito genéricas, com poucas informações sobre o cargo e preenchimento urgente são sinais de cilada. Além disso, flexibilidade, benefícios, carga horária baixa e salários altos indicam, literalmente, que a coisa é boa demais para ser verdade.

“Pense: como assim uma grande empresa entrou em contato com você, oferecendo trabalho fácil com salário bom? Quando o milagre é grande, até o santo desconfia”, brinca Regina.

  • Não pague taxas

Leonardo frisa que é hora de ligar o alerta vermelho caso a companhia peça o pagamento de algum valor. “As empresas não podem cobrar taxas como pré-requisito para participar de um processo seletivo ou exigir um curso obrigatório para a admissão. Esse golpe é muito comum para extorquir dinheiro das vítimas, com falsas garantias de contratação e cursos que não tem nenhum valor”, alerta.

  • Não passe dados pessoais

Para realizar fraudes nos nomes das vítimas, criminosos solicitam informações como RG, CPF, dados bancários e até mesmo foto segurando o documento. “Na primeira fase do processo seletivo o recrutador só precisa de informações básicas como nome, sobrenome e dados para contato”, diz Leonardo.

  • Cuide do número do seu celular

Já parou para pensar em como essas mensagens chegam até você? Em como os criminosos obtém seu número de telefone? Pois Regina explica que, muitas vezes, aplicativos pouco confiáveis acessam a agenda dos usuários e vendem as informações – que podem parar nas mãos de qualquer pessoa.

Além de evitar o download de apps pouco conhecidos ou suspeitos, vale não deixar o número público em redes sociais como Facebook e LinkedIn, por exemplo. Fotos do perfil no WhatsApp também devem ser vistas apenas pelos seus contatos.