Brasil tem os maiores tributos sobre iPad, conta de luz, e muitos outros produtos

SÃO PAULO – Pesquisa da rede de consultoria UHY revelou que o Brasil é o país campeão nos maiores tributos incididos sobre diversos produtos, entre eles o iPad. Quando um brasileiro compra um iPad, 42,2% do valor do produto são tributos. Após o Brasil, o maior percentual incidido sobre esta tecnologia é a Alemanha (31,5%) e Romênia (19,1%). O estudo cita que o aparelho da Apple é um dos produtos com maior incidência tributária no mundo, em média 14,8% do preços total. A pesquisa ainda afirma que a situação dos impostos no Brasil é “complexa”.

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Além do iPad, foram analisados mais 15 produtos como vinhos, jornais, cinemas e pães. Em relação à conta de luz, 27,3% do valor pago pelo consumidor brasileiro são tributos. A diferença para os outros países não é tão alta como no caso do iPad. Na Alemanha, esse total é de 24,6% da conta de energia, enquanto que na Romênia, corresponde a 19,9%. A média mundial é bem abaixo disso: 13,1%. 

Cesta de produtos de analisados
Na média dos 16 produtos analisados pela UHY, o Brasil só perdeu para a Índia no tamanho dos tributos. No Brasil, do valor total da cesta pesquisada, 28,71% são tributos, enquanto que na Índia esse número é de 37,97%.

As menores médias foram encontradas nos Emirados Árabes Unidos (1,98%) e na Malásia (3,86%).

Roupas infantis, restaurantes, chocolates e jornais
Outros itens que o Brasil foi vencedor de maior tributação foram as roupas de crianças, que somam 27,2% do valor do produto – a média mundial é de 10,95%.

Já quando um brasileiro almoça fora de casa, a média brasileira de tributos incididos numa refeição é de 27,2% (média mundial de 11,21%).

Também não é boa notícia para quem gosta de comer chocolates. No Brasil, o tributo sobre este alimento é de 32,3%, enquanto que no México e nos Emirados Árabes o governo não tributa nada sobre os chocolates. A média mundial é de 11,47%.

Por fim, de acordo com a pesquisa, os jornais do Brasil também são tributados em 32,3% do seu valor, ao passo que a média nos países pesquisados é de 9,14%.

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