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Brasil tem a 2ª conta de luz mais cara do mundo

Brasileiro paga a 2ª conta de luz mais cara do mundo
Brasileiro paga a 2ª conta de luz mais cara do mundo
  • Valor da energia elétrica subiu em 47% nos últimos cinco anos

  • Só 53,5% do valor da conta de luz tem relação aos custos da produção de energia;

  • Cerca de 10% da conta é usada para cobrir a perda de energia para roubos de luz.

Um levantamento realizado pela CupomValido.com.br revelou oficialmente algo que os brasileiros vem sentindo em seus bolsos nos últimos anos: o país tem uma das contas de luz mais caras do mundo. A plataforma de cupons de desconto utilizou dados da Abrace (Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres) para realizar os cálculos.

Atualmente, o país ocupa a segunda posição no ranking mundial, que analisou o custo de 200kWh ajustados pela renda per capita de cada país. Em primeiro lugar está a Colômbia, depois o Brasil, seguidos pela Turquia (3º), Chile (4%), e Portugal (5%). O Brasil atingiu a segunda posição no ranking durante os últimos cinco anos, que viu o custo da energia elétrica no país aumentar em 47%.

Por outro lado, os cinco países com energia mais barata, em relação à renda da população, são: Noruega, Luxemburgo, Estados Unidos, Canadá e Suíça.

Por que o custo da energia é tão alto no Brasil?

De acordo com o estudo da CupomValido, do valor total pago pelos consumidores, apenas 53,5% são relativos aos custos de geração, transmissão e distribuição de energia. Os 46,5% restantes, quase metade do valor pago pelos brasileiros, vão para cobrir taxas, impostos, furtos de luz e ineficiências técnicas do sistema.

Estima-se que em 2022, as perdas de furto de energia custarão aos consumidores mais de R% 5,4 bilhões. No Senado Federal, corre pelas comissões o Projeto de Lei n° 5325, de 2019, que visa proibir ou limitar a cobrança desse valor nas contas de luz dos brasileiros.

De acordo com a justificativa da lei, a Aneel estima que as perdas técnicas (ineficiências), e não técnicas (furtos, problemas de faturamento e erros de medição), representam cerca de 10% da conta de luz paga pelos brasileiros. Para o autor da lei, o Senador Zequinha Marinho (PSC/PA), o consumidor não tem culpa pelos problemas na medição e no faturamento das empresas, não podendo ele agir no combate ao roubo de energia elétrica.

"Cabe, sim, às distribuidoras de energia elétrica atuar para coibir o roubo e para modernizar a sua rede de forma a evitar erros de medição e de faturamento. Não é possível transferir o ônus da incompetência dessas empresas ao consumidor", escreveu o Senador.