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Após 3 dias de geadas, país conta mais perdas no milho e cana; café é menos atingido

·4 minuto de leitura
Plantação de café

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - As áreas agrícolas do Brasil voltaram a ser atingidas por geadas nesta quinta-feira, pelo terceiro dia consecutivo, com indicações de que as lavouras de milho e cana sofreram mais os efeitos do frio, que pegou em menor escala cafezais, segundo meteorologistas.

Ainda que seja difícil quantificar no momento todos os problemas para safras que já sofriam os efeitos de prolongada seca, boa parte das áreas atingidas de milho, no Paraná e Mato Grosso do Sul, estava em fases suscetíveis a perdas pelo frio.

No caso da cana, atingida também em São Paulo, maior produtor brasileiro, a gramínea é menos resistente a geadas que o café, por exemplo. Áreas cafeeiras do sul de Minas Gerais, onde está a maior produção nacional, também tiveram temperaturas muito baixas, mas o fenômeno foi de intensidade menor.

"O milho foi o principal, sofreu com falta de chuva no começo e agora recebeu geada muito forte, as perdas no milho são muito grandes, os vídeos mostram as folhas congeladas se quebrando", disse a meteorologista Carine Gama, da Somar.

"De forma geral, a cana foi bem atingida também, eu consideraria como a segunda cultura mais atingida."

Na quarta-feira, o frio foi bastante intenso chegando a importantes regiões de São Paulo, que responde por mais de 60% da fabricação de açúcar do país que é maior exportador global da commodity. Mas voltou a atingir o milho do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Após as geadas, a consultoria StoneX reduziu nesta quinta-feira sua projeção para a segunda safra de milho do Brasil 2020/21 a 60,45 milhões de toneladas, ante 62 milhões estimados no mês anterior, sem descartar novas reduções quando o cenário ficar mais claro.

Mas já se fala em quebra de safra pelo frio de 6 milhões de toneladas, disse o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima.

"Ou seja, se a produção de milho (do Brasil na segunda safra) era estimada entre 62 e 65 milhões, hoje podemos falar que é seguramente abaixo de 60 milhões de toneladas", afirmou.

A segunda safra de milho do país já havia sido fortemente afetada pela seca, que provocou redução de mais de 20 milhões de toneladas ante o potencial.

De acordo com Edmar Gervásio, especialista em milho do Departamento de Economia Rural (Deral), o órgão do Paraná só deverá divulgar informações sobre os impactos da geada em algumas semanas.

"A avaliação preliminar indica que a geada atingiu basicamente todas as regiões produtoras, porém com impactos variados", disse ele.

Os preços do milho, que vinham caindo antes das geadas com o início da colheita, voltaram a engatar alta, acumulando ganhos de 4% nesta semana, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), e já estão próximos de 90 reais a saca.

Já o açúcar chegou a atingir mais cedo uma máxima de quatro meses, subindo cerca de 3% na sessão desta quinta-feira, antes de reduzir ganhos.

Segundo a Rural Clima, geadas nesta quinta-feira foram registradas no oeste e norte de São Paulo, Triângulo Mineiro, sudoeste goiano e algumas áreas do sul de Minas Gerais.

"Afetou café, cana-de-açúcar, pastagens, batata, feijão, tomate e o milho", disse Santos.

Ele afirmou também que as geadas foram registradas em plantações de tomate, feijão e batata, o que pode afetar inflação nas próximas semanas.

CAFÉ

No café, algumas áreas do Sul de Minas Gerais foram afetadas pelas geadas, mas a intensidade do fenômeno foi baixa, disse a meteorologista da Somar.

Foram verificadas geadas em Caconde (SP), São José do Rio Pardo (SP), Cabo Verde (MG) e Muzambinho (MG).

"Mas de forma geral o café não foi afetado, as principais localidades não foram afetadas", disse Carine.

Na véspera, a Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do mundo, afirmou à Reuters que não havia ocorrido geada em sua área de atuação, que engloba as regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Vale do Rio Pardo, no Estado de São Paulo.

Para sexta-feira, as temperaturas começam a subir e os riscos de geadas são menores, com exceção dos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira, onde não tem café, segundo a Somar.

Com a diminuição do risco, o café arábica negociado em Nova York caía 3% nesta tarde.

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