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Brasil supera Argentina e Peru em leitura no Pisa

Hugo Passarelli

O país escapou de amargar a pior colocação da América Latina Apesar de o resultado do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2018 ter confirmado o baixo desempenho de nossos alunos, o país escapou de amargar a pior colocação da América Latina. De acordo com a Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), a nota brasileira de leitura no Pisa de 2018 foi de 413 pontos, garantindo a 57ª posição entre 77 países. A Argentina aparece em 63º lugar, com 402 pontos, seguida pelo Peru (401 pontos).

Há duas semanas, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, estimou que os dados do ano passado do Pisa mostrariam o país na lanterna entre seus pares latino-americanos. O Pisa é aplicado a cada três anos e engloba provas de leitura, matemática e ciências. A cada edição, uma disciplina é avaliada com maior profundidade. Em 2018, foi justamente a de leitura.

A avaliação internacional é realizada em parceria com instituições locais. Aqui, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), subordinado ao Ministério da Educação (MEC), é o responsável por aplicar o exame.

Na prova de matemática, o Peru obteve um desempenho melhor do que o Brasil, computando 400 pontos contra 384 pontos. Os alunos brasileiros, no entanto, ainda tiveram nota melhor do que os argentinos, que marcaram 379 pontos.

O trio latino-americano aparece empatado com 404 pontos na prova de ciências, segundo a OCDE.

O Chile é o país da região com melhor desempenho. Em leitura, por exemplo, os estudantes chilenos obtiveram, em média, 452 pontos, o suficiente para garantir a 43ª posição. Ainda assim, o desempenho é inferior à média dos membros da OCDE, de 487 pontos.