Brasil sobe uma posição em competitividade, diz Fiesp

O Brasil subiu uma posição no Índice de Competitividade das Nações, medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (IC-Fiesp) e que considera 43 países. Conforme dados divulgados nesta segunda-feira, o País passou de 38.º para 37.º lugar, com variação de 22,4 pontos para 22,5 pontos, respectivamente.

De acordo com o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o aumento de investimentos, reservas cambiais, gastos com educação como porcentagem do PIB e redução dos juros colaboraram para o resultado. Em contrapartida, as exportações de manufaturas e de produtos de alta tecnologia impediram que o País tivesse melhor posição no ranking.

"Apesar de a crise internacional dificultar muito as exportações, no Brasil subiram muito as importações, enquanto o avanço das exportações está baseado em produtos de baixo valor agregado", comentou o diretor. "Outros países emergentes pelo menos mantiveram suas posições no comércio exterior, como Coreia do Sul e China, que é o maior exportador de produtos de alta tecnologia do mundo, à frente dos EUA e Alemanha, o que era inimaginável há dez anos", disse.

Coelho apontou que o governo da presidente Dilma Rousseff vem adotando medidas "corajosas e surpreendentes", que vão ajudar as condições estruturais da indústria e do País na melhoria da competitividade nos próximos anos. "A mudança mais sensacional foi a redução do patamar da Selic, que caiu para 7,25% ao ano, e não mexeu em nada com a inflação", destacou.

Outro elemento foi a mudança do patamar de câmbio, que saiu R$ 1,70 para R$ 2,00, sem provocar pressões de alta expressiva sobre os preços. "Além disso, contamos com mudanças relevantes, como a redução dos custos de energia para empresas e famílias, que é um dos mais altos do mundo", citou Coelho. "E também é preciso destacar as desonerações da folha de pagamento para diversos setores produtivos, o que é significativo, dado que no Brasil a carga tributária é muito elevada e retira competitividade da economia", completou.

Indústria de transformação

Coelho relatou que, se nada fosse feito pelo governo sobre câmbio, juros e desonerações tributárias, a participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) cairia dos atuais 13,6% para 9,3% em 2029. Em 1985, essa fatia era de 27,2%.

Na avaliação do executivo, para que a competitividade do País melhore nos próximos anos será fundamental que os investimentos atinjam pelo menos 25% do PIB e que a participação da indústria de transformação aumente em relação ao PIB. "Os anos de melhor desempenho do crescimento da economia do Brasil foram aqueles nos quais a indústria de transformação apresentou maior expansão. E isto ocorre porque o setor gera muitos empregos melhor remunerados e dá uma contribuição muito relevante para a geração de tecnologia e inovação."

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