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Brasil se arpoxima de 157 mil mortes por Covid-19, diz boletim de imprensa

Bruno Alfano
·3 minuto de leitura
Brasil se arpoxima de 157 mil mortes por Covid-19
Brasil se arpoxima de 157 mil mortes por Covid-19

RIO — O Brasil se aproxima de 157 mil mortes por Covid-19. Com 25.574 novos casos e 398 óbitos registrados nas últimas 24 horas, o país contabiliza desde o começo da pandemia 5.381.224 infectados e 156.926 vidas perdidas. As informações sao do boletim das 20h do consórcio de veiculos de imprensa.

Já a média móvel de mortes por Covid-19 caiu 22% em relação a sete dias e ficou em 462. Esse foi o terceiro dia seguido em que ela se manteve abaixo de 500.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com a média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

O consórcio de veículos de imprensa é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h.

A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Apenas o estado do Amazonas apresentou crescimento da média móvel de mortes. Em 13, a tendência foi de queda. São eles: Alagoas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

O restante da federação apresentou tendência de estabilidade.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou nesta sexta-feira, por unanimidade, a importação de seis milhões de doses da vacina CoronaVac, solicitada pelo Instituto Butantan, que tem parceria com o laboratório chinês Sinovac para produção do imunizante contra a Covid-19.

A autorização, porém, não tem nenhuma relação com o pedido de liberação para importação de insumos para fabricação da vacina no Brasil, também solicitada pelo Butantan e alvo de críticas da direção do instituto ontem.

O acordo assinado com a Sinovac prevê a importação de seis milhões de doses da vacina CoronaVac produzida na China - o que foi autorizado nesta tarde pela Anvisa - e a produção de outros 40 milhões de doses até dezembro, na fábrica do Butantan no Brasil, com insumos importados do laboratório chinês. Este impasse sobre a importação dos insumos para a produção desses 40 milhões de doses permanece indefinido.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, afirmou nesta sexta-feira ser necessário que Justiça analise questões relacionadas à vacina contra a Covid-19. Segundo ele, o melhor é que essa decisão seja tomada pelo próprio STF. Há um debate atualmente sobre a obrigatoriedade ou não da vacina, que poderá começar a ser aplicada no ano que vem, caso haja aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas Fux não adiantou seu ponto de vista.

O presidente Jair Bolsonaro já disse ser contra a obrigatoriedade. Mas uma lei sancionada por ele no começo da pandemia autoriza vacinação compulsória, além de outras medidas preventivas para enfrentar uma emergência de saúde pública de importância internacional, caso da Covid-19

— Podem escrever, haverá uma judicialização, que eu acho que é necessária, sobre essa questão da vacinação. Não só a liberdade individual, como também, digamos assim, os pré-requisitos para se adotar uma vacina. Não estou adiantando ponto de vista nenhum. Estou apenas dizendo que essa judicialização será importante, e de preferência direto no Supremo. Por quê? Porque um dos grandes instrumentos na segurança jurídica é a jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal — disse Fux em videoconferência organizada pela Aliança de Advocacia Empresarial (Alae).