Mercado fechará em 2 h 42 min
  • BOVESPA

    112.285,48
    +1.359,88 (+1,23%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.218,60
    -238,95 (-0,46%)
     
  • PETROLEO CRU

    81,38
    +0,16 (+0,20%)
     
  • OURO

    1.800,10
    -15,10 (-0,83%)
     
  • BTC-USD

    16.932,14
    -31,74 (-0,19%)
     
  • CMC Crypto 200

    401,87
    +0,45 (+0,11%)
     
  • S&P500

    4.041,05
    -35,52 (-0,87%)
     
  • DOW JONES

    34.191,69
    -203,32 (-0,59%)
     
  • FTSE

    7.557,49
    -1,00 (-0,01%)
     
  • HANG SENG

    18.675,35
    -61,09 (-0,33%)
     
  • NIKKEI

    27.777,90
    -448,18 (-1,59%)
     
  • NASDAQ

    11.896,75
    -166,00 (-1,38%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4790
    +0,0136 (+0,25%)
     

Brasil se aproxima de exportações de milho à China após aprovações

Por Dominique Patton e Ana Mano

PEQUIM/SÃO PAULO (Reuters) - A alfândega chinesa atualizou sua lista de exportadores de milho brasileiros aprovados nesta quarta-feira, uma medida que uma autoridade agrícola do Brasil diz que pode impulsionar a venda de milho brasileiro para a China.

As aprovações podem remodelar os fluxos globais de comércio e resultar em menos vendas para produtores dos Estados Unidos, principal fornecedor mundial de milho. A China dependia dos Estados Unidos e da Ucrânia para a maior parte de seu fornecimento de milho, mas a invasão da Rússia à Ucrânia afetou as exportações.

“É uma boa alternativa para o Brasil ter esses mercados para colocar o nosso produto”, disse Glauco Bertoldo, diretor do departamento de inspeção de produtos de origem vegetal do Ministério da Agricultura do Brasil.

Ele disse em uma entrevista que a lista de instalações brasileiras aprovadas para exportar milho à China pode ser atualizada para incluir mais unidades nas próximas semanas.

A nova lista no site da Administração Geral de Alfândega da China incluiu 136 instalações de exportação de milho, disse Bertoldo, incluindo instalações da Archer-Daniels-Midland Co, Bunge Ltd, Cargill, Louis Dreyfus Company e Cofco International.

A Cofco se recusou a comentar. As outras exportadoras não responderam aos pedidos por comentário em um primeiro momento.

O Brasil também enviou a Pequim uma lista de instalações aprovadas para exportar farelo de soja, que ainda não foi publicada pelas autoridades alfandegárias chinesas, disse Bertoldo.

Uma vez que a China começar a comprar milho do Brasil, importadores tradicionais de milho brasileiro, como Espanha e Egito, podem transferir algumas das suas compras para os Estados Unidos.

Importações mínimas pela China do Brasil podem começar em breve, mas grandes envios não são esperados até a próxima colheita brasileira começar no início de 2023, disse Craig Turner, corretor de grãos da StoneX.

Pequim e Brasília assinaram um protocolo para a exportação de milho do Brasil à China em 2014, mas pouco comércio aconteceu por causa de exigências complexas de inspeção.

Os países concordaram com um protocolo revisado durante negociações em maio, apenas meses depois de a Rússia invadir a Ucrânia em fevereiro.

A China deve importar 18 milhões de toneladas de milho no ano safra 2022/23 que começou em outubro, segundo o Ministério da Agricultura.

Importações da China da Ucrânia caíram para menos de 2.000 toneladas em setembro deste ano, deixando-a dependente dos EUA para o grosso de seus fornecimentos estrangeiros.