Brasil se apresenta como parceiro estratégico da Espanha na A.Latina

Madri, 15 nov (EFE).- O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Espanha, José Gasset, considera que o Brasil representa "mais que uma boa oportunidade para as empresas espanholas" e é, "sem dúvida", seu "parceiro estratégico em toda a América Latina e também para novos mercados".

Em comunicado enviado à Agência Efe por ocasião da visita à Espanha da presidente Dilma Rousseff para a 12ª Cúpula Ibero-Americana que começa amanhã, sexta-feira, em Cádiz, Gasset destaca a aliança estratégica entre ambos os países, que consolidou a Espanha como segundo parceiro investidor.

"Mas não só isso - prossegue o presidente da Câmara de Comércio na nota -, são muitas as empresas que foram implantadas no Brasil, para além dos processos de privatização realizados na última década".

Os ambiciosos planos de infraestruturas - afirma Gasset -, como o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) o Minha Casa, Minha Vida, e o potencial de crescimento "atraíram pequenas e médias empresas espanholas".

Para o espanhol, "é o momento, diante da atual conjuntura da Europa e, em particular, da Espanha, para que as pequenas e médias empresas espanholas também abordem seu processo de internacionalização, tendo no Brasil um excelente mercado".

"E não é concentrado nas grandes capitais como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, mas também no resto do país", afirma no comunicado.

Da mesma maneira, Gasset ressalta que "é também o momento ideal para que as pequenas e médias empresas brasileiras deem um salto para o exterior, tendo a Espanha como ponte para a Europa".

"Precisamos aumentar o DNA brasileiro em nosso tecido empresarial, sabendo usar o melhor da sua criatividade, inovação e capacidade de serviço", diz.

A Câmara de Comércio Brasil-Espanha, entidade fundada em 1924 e dedicada a promover intercâmbios econômicos entre os dois países, conta entre seus associados com cerca de 400 empresas, tanto espanholas como brasileiras.

Todas elas representam o eixo das relações comerciais bilaterais e mais de 95% do investimento naquele país.

Seu papel é o de assessorar tanto empresas brasileiras como espanholas no seu estabelecimento, dar assistência em suas relações com o governo, apoio em missões comerciais, o fomento e a promoção de encontros e conferências sobre setores de atividade, entre outras funções. EFE

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