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Brasil registra 16,2 bilhões de tentativas de ciberataques no 1º semestre

·3 minuto de leitura

Uma pesquisa feita pela Fortinet mostrou que no primeiro semestre do ano o número de tentativas de ataques cibernéticos cresceu constantemente, tanto no Brasil quanto no mundo. Os números são preocupantes, especialmente levando em conta o grande aumento em relação a 2020.

Para fins comparativos, a pesquisa da Fortinet divulgada em fevereiro deste ano sobre os números de 2020 cita que o Brasil teve mais de 8,4 bilhões de tentativas de ataques virtuais no ano inteiro. Só no primeiro semestre deste ano, o número praticamente dobrou, chegando aos 16,2 bilhões.

A América Latina segue a mesma tendência de alta do Brasil e registrou 91 bilhões de tentativas de ataques na primeira metade do ano, contra 41 bilhões durante 2020.

Para Alexandre Bonatti, diretor de Engenharia da Fortinet Brasil, esse crescimento é um resultado da adoção de modelos híbridos de trabalho e de ensino, já que com redes sendo acessadas tanto de ambientes corporativos quanto caseiros, o cuidado com a segurança digital tem que ser modificado, levando em consideração que a internet da casa do funcionário não tem os mesmos limitantes que a da empresa.

<em>Gráfico mostrando os vírus que mais cresceram no Brasil no primeiro semestre. (Imagem: Reprodução/Fortinet)</em>
Gráfico mostrando os vírus que mais cresceram no Brasil no primeiro semestre. (Imagem: Reprodução/Fortinet)

Bonatti comenta também que os números não são preocupantes somente pela quantidade, mas também pelas consequências que os ataques podem trazer, tanto pelos efeitos causados em arquivos por um ataque de sequestro virtual (ransomware) quanto pelo prejuízo de imagem que podem causar para companhias.

O recorte das ameaças

A pesquisa da Fortinet também mostra um recorte global das ameaças que mais cresceram no primeiro semestre. O destaque fica com os ataques ransomware, famigerados sequestros virtuais, que mostram que só em junho de 2021 a atividade semanal de ataques com esse tipo de vírus foi dez vezes maior do que os níveis de um ano atrás, o que demonstra um aumento consistente ao longo do período. Os crimes tinham como alvo principalmente o setor de telecomunicações, seguido por governos e setores automotivos e de manufatura.

O levantamento da Fortinet também aponta o crescimento dos ataques Ransomware-as-a-Service (RaaS), onde os detentores do código alugam o acesso a infraestrutura do ataque para interessados pela taxa de uma porcentagem do resgate pago pela recuperação de dados.

A pesquisa cita como exemplo um Ransomware-as-a-Service encontrado em junho deste ano chamado BlackMatter. Ele inclui um “pacote” com ransomware, sites de pagamento e manuais de operação para que seus membros e afiliados possam infectar o alvo com as ferramentas fornecidas. Mais recentemente, o BlackMatter está sendo indicado como o responsável pelos ataques na Olympus.

Outros crimes digitais que tiveram destaque no primeiro semestre de 2021 foram o Malvertising, onde publicidade online é usada para distribuir malware, com o Cryxos sendo o principal agente responsável; o aumento da atividade da botnet TrickBot, que originalmente era um cavalo de Troia bancário mas que agora é um kit avançado de invasão que possibilita várias ações, até mesmo ataques ransomware; e por fim também aumentou o número de dispositivos Internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) que são alvos de ataques, com botnets como Mirai e Gh0st mirando infectar e capturar informações pessoas a partir desses dispositivos.

O relatório completo sobre as ameaças virtuais no primeiro semestre de 2021 pode ser conferido aqui.


Fonte: Canaltech

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