Mercado fechado
  • BOVESPA

    107.260,11
    -1.808,44 (-1,66%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.122,87
    +396,91 (+0,78%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,63
    -0,38 (-0,53%)
     
  • OURO

    1.800,00
    +2,00 (+0,11%)
     
  • BTC-USD

    17.209,08
    +373,04 (+2,22%)
     
  • CMC Crypto 200

    405,57
    +10,88 (+2,76%)
     
  • S&P500

    3.958,13
    +24,21 (+0,62%)
     
  • DOW JONES

    33.713,21
    +115,29 (+0,34%)
     
  • FTSE

    7.472,17
    -17,02 (-0,23%)
     
  • HANG SENG

    19.450,23
    +635,41 (+3,38%)
     
  • NIKKEI

    27.574,43
    -111,97 (-0,40%)
     
  • NASDAQ

    11.659,25
    +149,75 (+1,30%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5039
    +0,0375 (+0,69%)
     

Brasil precisa de refinaria na região Centro-Oeste, diz superintendente da ANP

Visão de polo de refino em SP

Por Rodrigo Viga Gaier

(Reuters) - A região Centro-Oeste do Brasil comportaria uma nova refinaria de petróleo para atender a forte demanda por combustíveis, especialmente diesel, que vem do agronegócio, defendeu nesta segunda-feira o superintendente da reguladora ANP, Rubens Cerqueira Freitas.

Uma unidade de refino, disse ele, facilitaria a logística de distribuição na região. A Petrobras tem refinarias espalhadas pelo país, mas nenhuma próxima dos principais Estados produtores agrícolas.

"A demanda do diesel S10 vai aumentar e esse avanço acontece no Centro-Oeste. Precisamos deixar os combustíveis mais perto do cliente. Sem isso, vamos depender de importação", disse Freitas durante a Rio Oil & Gas, feira da indústria petrolífera iniciada nesta segunda-feira no Rio de Janeiro.

"É importante ter capacidade de refino em linha com a demanda", acrescentou. A Petrobras atende mais de 70 por cento do mercado interno de derivados enquanto importadoras suprem o restante da demanda nacional.

A diretora do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Valéria Lima, discorda da posição, pois não vê necessidade de uma planta nova na região.

Segundo ela, além do custo elevado, não haveria tempo suficiente para se ter o retorno desses investimentos, uma vez que o mundo passa por um processo de transição energética.

"Não faz sentido. O Brasil faz trocas com o exterior o tempo inteiro; compramos e vendemos muita coisa. Não dá para ser autossuficiente em tudo. O importante é fazer as trocas corretas com o exterior", disse Lima.

"Uma nova refinarias leva de 5 a 7 anos. O problema é que amortizar esse investimento leva de uns 30 a 35 anos. A transição energética não permite tanto tempo", acrescentou ela.

Em 2019, a Petrobras fez uma acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aumentar a competição no refino do país por meio do desinvestimento de oito refinarias.

Em agosto, a Petrobras iniciou a fase não vinculante dos processos de venda das três que ainda não foram vendidas: Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; e Alberto Pasqualine (Refap), no Rio Grande do Sul.

(Por Rodrigo Viga Gaier)