Mercado fechado
  • BOVESPA

    109.074,43
    -1.501,04 (-1,36%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    41.818,91
    +144,61 (+0,35%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,18
    -0,35 (-0,77%)
     
  • OURO

    1.778,90
    -9,20 (-0,51%)
     
  • BTC-USD

    19.455,74
    +46,72 (+0,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    382,09
    +17,50 (+4,80%)
     
  • S&P500

    3.621,63
    -16,72 (-0,46%)
     
  • DOW JONES

    29.638,64
    -271,73 (-0,91%)
     
  • FTSE

    6.266,19
    -101,39 (-1,59%)
     
  • HANG SENG

    26.341,49
    -553,19 (-2,06%)
     
  • NIKKEI

    26.433,62
    -211,09 (-0,79%)
     
  • NASDAQ

    12.305,25
    +47,75 (+0,39%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3894
    +0,0148 (+0,23%)
     

Brasil pode fechar ano perdendo menos empregos que em 2015 e 2016

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
·2 minuto de leitura

A geração de empregos no segundo semestre pode fazer o país fechar 2020 perdendo menos postos de trabalho que na recessão de 2015 e 2016, disse hoje (19) o ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro voltou a defender a desoneração da folha de pagamentos e criticou o Congresso Nacional por interditar o debate sobre o tema.

“Na maior crise global, nós podemos terminar o ano com um terço ou um quarto dos empregos que foram perdidos na recessão autoimposta [de 2015 e 2016”, declarou Guedes, durante o 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada promovido pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

De acordo com Guedes, o Brasil pode terminar o ano com o fechamento de cerca de 300 mil postos de trabalho. De janeiro a setembro, segundo os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o país tinha eliminado 558,6 mil vagas, contra saldo negativo de 1.144 milhão registrado de janeiro a maio.

Desoneração

No evento, o ministro voltou a defender a desoneração da folha para todos os setores da economia, mas sem especificar de onde sairia a receita para cobrir o benefício. “Estamos convencidos do problema de desoneração da folha. Precisamos remover esse problema que é a cobrança de impostos sobre a folha. Esse imposto é um desastre. Colocou 40 milhões de brasileiros fora do mercado formal e prejudica a arrecadação para a Previdência”, afirmou Guedes.

Por diversas vezes, o ministro defendeu a criação de um imposto sobre transações digitais para cobrir a perda de arrecadação com a desoneração da folha.

Apesar de o governo ainda não ter enviado a proposta ao Congresso, Guedes criticou os deputados por não levarem adiante o debate. “A Câmara interditou esse debate. Ora, um governo eleito quer fazer uma reforma e não consegue, vamos cuidar das outras, os gastos, as despesas, começamos pela Previdência, depois os juros da dívida”, declarou.

Segunda onda de covid

Sobre o ressurgimento de casos de covid-19 no país, Guedes disse que o fenômeno está restrito a algumas regiões e não é geral. “Se a doença vier, estamos numa outra dimensão, sabemos como agir, mas não é nosso plano”, ponderou o ministro.

Ele reiterou que a equipe econômica está concentrada em prosseguir com as reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, e em preservar o teto de gastos, sem recorrer a programas populistas.