Mercado fechado
  • BOVESPA

    119.646,40
    -989,99 (-0,82%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.125,71
    -369,70 (-0,81%)
     
  • PETROLEO CRU

    53,28
    +0,04 (+0,08%)
     
  • OURO

    1.871,10
    +4,60 (+0,25%)
     
  • BTC-USD

    35.573,36
    +1.173,38 (+3,41%)
     
  • CMC Crypto 200

    696,42
    -4,19 (-0,60%)
     
  • S&P500

    3.851,85
    +52,94 (+1,39%)
     
  • DOW JONES

    31.188,38
    +257,86 (+0,83%)
     
  • FTSE

    6.740,39
    +27,44 (+0,41%)
     
  • HANG SENG

    29.962,47
    +320,19 (+1,08%)
     
  • NIKKEI

    28.523,26
    -110,24 (-0,39%)
     
  • NASDAQ

    13.319,25
    +25,00 (+0,19%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4108
    -0,0878 (-1,35%)
     

Brasil pode entrar na onda de emissão dos emergentes

Martha Beck e Aline Oyamada
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Brasil poderá fazer emissão externa ainda em 2020, na esteira do aumento das colocações de países emergentes, em meio ao forte apetite dos investidores por ativos de maior risco.

“Caso haja uma janela de oportunidade, nada impede que o Brasil volte a realizar emissões ainda em 2020”, disse o Tesouro à Bloomberg em resposta enviada por e-mail.

Segundo o Tesouro, “as emissões externas têm caráter qualitativo para o Brasil, uma vez que as necessidades de financiamento são supridas pelo mercado doméstico”. “Isso nos dá a flexibilidade de atuar nas emissões forma oportunística, aguardando janelas de oportunidade.”

Países emergentes se apressaram para captar recursos em moeda estrangeira nos últimos dias, ampliando o que deve ser um ano recorde para a emissão de títulos em dólares e euros nesses mercados.

O otimismo com o desenvolvimento da vacina para a Covid-19 aumentou o apetite dos investidores por risco, reduzindo os custos dos empréstimos.

O Peru, por exemplo, vendeu um título de 100 anos de menor rendimento para um país em desenvolvimento, apesar da turbulência política do país, e a Turquia, que está saindo de mais uma crise cambial, estendeu os vencimentos de dívidas denominadas em dólares e liras. A Costa do Marfim deverá precificar dívida denominada em euros com um rendimento menor do que no ano passado, apesar de ter recebido ajuda financeira do FMI.

Marcos De Callis, estrategista da gestora de recursos Hieron Patrimônio Familiar e Investimentos, diz que é “estranho” que o Brasil ainda não tenha emitido em meio à atual janela de oportunidade.

A venda ajudaria a reforçar o colchão de liquidez do Tesouro para lidar com a quantidade “pesada” de dívida com vencimento no início do próximo ano.

A última emissão externa do Brasil foi em junho, quando o país vendeu US$ 3,5 bilhões em papéis com vencimento entre cinco e 10 anos.

O Brasil já gastou um valor recorde em 2020 para combater a pandemia e isso fez com que a dívida pública chegasse a quase 100% do PIB. Embora o Tesouro diga que todo o financiamento necessário hoje é atendido pelo mercado doméstico, o estímulo fiscal atingiu o colchão de liquidez do país. Ele agora é suficiente para honrar a dívida por três meses, contra seis meses nos anos anteriores.

O governo já tem em caixa metade do montante necessário para pagar sua dívida nos primeiros quatro meses de 2021, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em evento nesta segunda-feira.

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2020 Bloomberg L.P.