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Brasil pode deixar de ser 'pária' e virar 'líder' verde, diz Arminio Fraga

·4 min de leitura
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 17.09.2019 - Retrato do economista e ex-presidente do BC Armínio Fraga. (Foto: Ricardo Borges/Folhapress)
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 17.09.2019 - Retrato do economista e ex-presidente do BC Armínio Fraga. (Foto: Ricardo Borges/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O economista e ex-presidente do BC (Banco Central) Arminio Fraga avaliou nesta sexta-feira (17) que o Brasil possui vocação verde e capacidade de liderar iniciativas sustentáveis e de baixo carbono, mas, para isso, terá de se "reinserir" no contexto ambiental.

Em evento na cidade do Rio de Janeiro, o sócio-fundador da Gávea Investimentos afirmou que o país ficou em uma posição "muito fragilizada" em temas relacionados ao meio ambiente nos últimos anos.

"O Brasil tem tudo para o ser o grande líder nessa área [com a vocação verde]. Vamos ter de nos reinserir. Não é segredo que nossa posição no mundo anda muito fragilizada", comentou.

Ele complementou a avaliação dizendo que o país tem a chance de deixar uma posição de "quase pária" e capturar investimentos sustentáveis.

"É uma oportunidade, transformar uma situação de quase pária em uma situação de líder."

Desde 2019, o Brasil se tornou alvo de uma série de críticas em razão da postura do governo Jair Bolsonaro (PL) na área ambiental. As contestações ocorrem em meio ao avanço de indicadores de desmatamento na Amazônia.

Arminio participou de um evento organizado pelo Banco Santander no Museu do Amanhã, no centro do Rio. O encontro foi batizado como "Rio, a capital de investimentos verdes no Brasil".

Além de abordar a possível atração de aportes sustentáveis para a capital fluminense, o evento buscou indicar desafios nacionais na área ambiental.

O painel com a presença de Arminio discutiu o cenário para o mercado de carbono no Brasil. O debate sobre esse setor dominou a COP26, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, realizada entre o final de outubro e o começo de novembro.

Nesse mercado, um país que superar a meta de redução de emissões de gases do efeito estufa poderá negociar o excedente com uma nação que não for capaz de bater sua meta. A intenção é descarbonizar o planeta.

O carbono é uma maneira simplificada de chamar a emissão de gases que provocam o aquecimento global. O mais comum deles é o CO2 (gás carbônico).

O painel com Arminio teve ainda a presença do deputado federal Marcelo Ramos (AM), autor de projeto que busca regulamentar o mercado de carbono no Brasil.

O parlamentar, que discursou por meio de chamada de vídeo, defendeu o avanço da proposta como forma de gerar benefícios ambientais para as próximas gerações, além de incentivos econômicos.

"A premissa é que isso não é mais uma escolha para o Brasil. É uma imposição", disse.

O secretário municipal de Fazenda e Planejamento do Rio, Pedro Paulo, também foi um dos convidados do painel. Ele disse que a capital fluminense estuda benefícios fiscais para o desenvolvimento de negócios sustentáveis.

O presidente do Santander Brasil, Sergio Rial, foi um dos primeiros nomes que discursaram no encontro organizado pelo banco.

O executivo defendeu o avanço de políticas de sustentabilidade no país. Na visão dele, uma das tendências que ganharam força na pandemia foi a agenda ESG, sigla em inglês para definir práticas de governança, ambientais e sociais.

"O Rio é a porta de entrada e a visão do Brasil para o mundo. Projetar o Rio com essa vocação é importante para o Brasil", disse.

O prefeito Eduardo Paes (PSD), que também participou da abertura do evento, mencionou que as características naturais representam um dos atrativos da capital fluminense tanto para quem deseja morar quanto para quem pretende investir na cidade.

Paes falou em incentivos para fazer do Rio "a capital dos investimentos verdes do Brasil e do mundo".

"Faremos todos os esforços para criar os incentivos necessários e isenções para que a gente possa consolidar o Rio de Janeiro como a capital dos investimentos verdes do Brasil e do mundo", prometeu.

A diretora de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do BC, Fernanda Guardado, foi a responsável por encerrar o evento.

Em sua fala, disse que a agenda ambiental requer um conjunto amplo de ações. "É hora de todos os atores se unirem nessa agenda, que ainda tem muito a avançar", afirmou.

A diretora também lembrou que choques climáticos podem afetar a economia e, consequentemente, a atuação da autoridade monetária.

Em 2021, por exemplo, fenômenos extremos, como a crise hídrica e o registro de geadas, ajudaram a elevar preços de alimentos no Brasil. Assim, geraram uma pressão adicional para a inflação, que alcançou dois dígitos no país e está distante da meta perseguida pelo BC.

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