Mercado fechará em 1 min
  • BOVESPA

    100.935,37
    +395,54 (+0,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.753,91
    +552,10 (+1,45%)
     
  • PETROLEO CRU

    40,08
    -1,62 (-3,88%)
     
  • OURO

    1.927,20
    +11,80 (+0,62%)
     
  • BTC-USD

    12.764,63
    +1.707,62 (+15,44%)
     
  • CMC Crypto 200

    255,93
    +11,04 (+4,51%)
     
  • S&P500

    3.457,85
    +14,73 (+0,43%)
     
  • DOW JONES

    28.358,67
    +49,88 (+0,18%)
     
  • FTSE

    5.776,50
    -112,72 (-1,91%)
     
  • HANG SENG

    24.754,42
    +184,88 (+0,75%)
     
  • NIKKEI

    23.639,46
    +72,42 (+0,31%)
     
  • NASDAQ

    11.733,75
    +73,00 (+0,63%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6574
    +0,0310 (+0,47%)
     

Brasil perdeu 500 mil km² de vegetação nativa em 18 anos, aponta IBGE

Bruno Villas Bôas
·2 minutos de leitura

Em números absolutos, a Amazônia teve a maior perda Fábio Nascimento/Agência O Globo O Brasil perdeu cerca de 500 mil quilômetros quadrados (km²) de vegetação nativa no período de 2000 a 2018, principalmente para atividades de pastagem e agricultura na Amazônia e no Cerrado, mostram dados das Contas de Ecossistemas: Extensão por Biomas, divulgadas nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em números absolutos, nesse período, a maior perda do bioma foi na Amazônia (269,8 mil km²), seguido pelo Cerrado (152,7 mil km²). A maior perda percentual no período ocorreu no Pampa (parte do Rio Grande do Sul): menos 16,8% de área natural no período. No intervalo de 2000 a 2018, o Pantanal teve as menores perdas: 2,1 mil km² a menos. O indicador, claro, ficou desatualizado. Parte do Pantanal está sendo reduzido às cinzas. A região ultrapassou a marca de 16 mil focos de incêndio em 2020, o maior número de queimadas desde 1998, segundo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Durante discurso na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que os incêndios no Pantanal e na Amazônia estão sendo manipulados. Ele culpou "caboclo e o índio", que "queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas". Entre 2000 e 2018, porém, a Amazônia perdeu quase 8% de sua cobertura florestal, substituída, principalmente, por áreas de pastagem com manejo, que passaram de 248,8 mil km², em 2000, para 426,4 mil km² em 2018, conforme dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE. No Cerrado, houve expansão contínua e acelerada da agricultura, cuja área cresceu 102,6 mil km² entre 2000 e 2018. Segundo a pesquisa, em 2018, 44,61% das áreas agrícolas e 42,73% das áreas de silvicultura do Brasil encontravam-se no bioma Cerrado. A pesquisa também mostra, no entanto, que ao longo dos 18 anos abrangidos, houve uma desaceleração nas perdas de áreas naturais no país. A maior desaceleração ocorreu no bioma da Mata Atlântica: de uma perda de 8.793 km², entre 2000 e 2010, para menos 577 km² entre 2016 e 2018. Na Caatinga, nesses mesmos cortes temporais, as perdas foram de 17.165 km² e de 1.604 km², respectivamente. A Mata Atlântica sofre a ocupação mais antiga e intensa, conservando apenas 16,6% de suas áreas naturais, o menor percentual entre os biomas. Já a Caatinga, o terceiro bioma mais preservado do país, tem 36,2% de seu território sob influência antrópica.