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Brasil perde disputa e não vai sediar o maior evento espacial do mundo em 2022

Daniele Cavalcante

O Brasil pretendia sediar, pela segunda vez, o maior evento do setor aeroespacial: o Congresso Internacional de Astronáutica (IAC). Durante a 70º edição, que ocorreu nos dias 21 a 25 de outubro em Washington DC, a Agência Espacial Brasileira (AEB) defendeu a candidatura do país para abrigar uma futura edição do congresso anual — mas nosso país acabou perdendo.

Durante a mesa sobre Gerenciamento de Tráfego Espacial, o diretor da AEB, Paulo Eduardo Vasconcellos, apresentou a candidatura do Rio de Janeiro para sediar novamente o maior evento de astronáutica do mundo em 2022 — a capital carioca já sediou o Congresso no ano 2000. As cidades adversárias dessa vez foram Baku (Azerbaijão), Nova Delhi (Índia) e a cidade-Estado Singapura.

Carlos Moura, presidente da AEB, afirma que “sediar o IAC será sempre uma ótima oportunidade de o país estreitar os laços com outras agências espaciais, empresas e organizações espaciais estrangeiras, além de fortalecer as relações e parcerias já firmadas na área de tecnologia espacial”. A candidatura do Brasil para abrigar o evento novamente contou com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), entre outras pastas.

Infelizmente, apesar dos esforços da AEB para atender a todos os critérios do edital e preparar a documentação exigida durante nove meses, não foi dessa vez que o Brasil conseguiu conquistar o sonho de sediar o IAC outra vez. Depois de uma semana de apresentações técnicas sobre as cidades candidatas, a Assembleia Geral da Federação Internacional de Astronáutica escolheu Baku para sediar a 73º edição em 2022.

O IAC acontece anualmente durante uma semana cheia de atividades, em que todos os participantes se reúnem para discutir o avanço e o progresso das pesquisas espaciais. Neste ano, foi comemorado o 50º aniversário do primeiro pouso astronautas na Lua, e foram realizadas parcerias internacionais que têm sido a marca registrada da exploração espacial nos dias de hoje. A agenda do evento é rica em plenários, palestras e muitos encontros com oportunidades de networking internacional.

Para cada ano, um país diferente é escolhido como sede do evento, além de temas diferentes, permitindo que todos aprendam mais e façam parte do cenário espacial mundial. O jeito é o Brasil continuar tentando ser, mais uma vez, sede deste evento tão importante. Quem sabe da próxima!

Fonte: Canaltech

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