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Brasil pede flexibilização de exigências internacionais de saúde para caminhoneiros

·2 minuto de leitura
Caminhoneiros bloqueiam a Rodovia Castelo Branco, na entrada de São Paulo, em protesto contra as medidas de fechamento de serviços não essenciais no estado em meio à pandemia de coronavírus, em 5 de março de 2021

O governo federal pediu à Argentina, ao Chile e ao Peru que flexibilizassem as exigências sanitárias para que os caminhoneiros brasileiros entrem nesses países, após advertências das transportadoras de que as medidas contra a covid-19 podem causar um "colapso" nas fronteiras, informou o Ministério das Relações Exteriores nesta sexta-feira (16).

Os vizinhos do Brasil impuseram esta semana novas medidas sanitárias para o transporte terrestre nacional, como a apresentação de teste RT-PCR negativo por caminhoneiros não residentes.

O Itamaraty realizou gestões junto a seus pares da Argentina, Chile e Peru "para solicitar prorrogação do prazo para cumprimento das medidas pelos transportistas brasileiros", anunciou em um comunicado.

O Chile concordou em flexibilizar o prazo de realização dos exames, segundo o ministério, que propôs adotar "o modelo observado atualmente pelo Uruguai, que determina a realização de testes PCR em caminhoneiros no lado uruguaio da fronteira, com custos pagos pelo importador e sem necessidade de espera do resultado".

De acordo com o Itamaraty, os transportadores brasileiros "vêm relatando dificuldades de cumprimento das medidas, em razão de alegada inexistência de infraestrutura para realização de PCR na fronteira do país ou ao longo da rota internacional".

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), maior associação comercial de transporte rodoviário de carga do Brasil, afirmou entender a importância das medidas para controlar a disseminação do coronavírus, mas alertou para seu impacto negativo.

"Esse tipo de exigência pode causar um colapso nas fronteiras, um desabastecimento nos países, além de evidentemente de aumento de custos logísticos relacionado ao valor dos testes e também aos tempo ociosos dos motoristas esperando os resultados nas fronteiras", disse Danilo Guedes, vice-presidente de transporte internacional da entidade.

O Brasil vive há semanas uma intensificação da pandemia, marcada pela presença da variante P1, detectada pela primeira vez na região amazônica. Com mais de 360 mil mortes e 13,7 milhões de casos, o país ocupa o segundo lugar no mundo em números absolutos de mortes, superado apenas pelos Estados Unidos.

As exportações brasileiras por via terrestre para o Chile e Argentina somaram 5,7 bilhões de dólares em 2020. Diariamente, uma média de 700 veículos brasileiros atravessam a fronteira em direção a esses dois países.

pr/mel/mls/ic/mvv