Mercado abrirá em 6 h 13 min
  • BOVESPA

    103.713,45
    +1.920,93 (+1,89%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.198,94
    +315,99 (+0,59%)
     
  • PETROLEO CRU

    74,28
    -0,09 (-0,12%)
     
  • OURO

    1.999,20
    +1,50 (+0,08%)
     
  • Bitcoin USD

    28.097,52
    -513,57 (-1,80%)
     
  • CMC Crypto 200

    613,62
    -5,62 (-0,91%)
     
  • S&P500

    4.050,83
    +23,02 (+0,57%)
     
  • DOW JONES

    32.859,03
    +141,43 (+0,43%)
     
  • FTSE

    7.620,43
    +56,16 (+0,74%)
     
  • HANG SENG

    20.362,04
    +52,91 (+0,26%)
     
  • NIKKEI

    28.041,48
    +258,55 (+0,93%)
     
  • NASDAQ

    13.094,50
    +12,50 (+0,10%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5311
    -0,0245 (-0,44%)
     

Brasil ocupa antepenúltimo lugar em ranking mundial sobre saúde mental

A saúde mental da população não vai bem no Brasil, segundo relatório da organização de pesquisa Sapien Labs, divulgado na última quarta-feira (1). Entre as 64 nações analisadas, o país ocupa o antepenúltimo lugar. Atrás dos brasileiros, estão os sul-africanos e os britânicos.

De forma geral, as descobertas apenas reforçam os que os analistas têm percebido nos últimos anos: o nível geral de saúde mental piorou desde a pandemia da covid-19 e se mantém em níveis mais baixos desde então, em um movimento que é bem maior que o caso brasileiro. Em especial, o relatório destaca a piora ainda mais acelerada da saúde mental entre os jovens adultos.

Vale explicar que o relatório The Mental State of the World Report é uma publicação anual do Mental Health Million Project, coordenado pela Sapiens Labs. Durante a fase de pesquisa para a edição referente ao ano de 2022, os cientistas entrevistaram mais de 407 mil pessoas.

Onde está o Brasil no ranking sobre saúde mental?

Para medir o nível de bem-estar entre as pessoas nos mais diversos países, os pesquisadores usam o Quociente de Saúde Mental (MHQ), uma métrica construída a partir dos fatos autorrelatados nas entrevistas e outras variantes. Em primeiro lugar está a Tânzania, país da África Oriental, com um MHQ de 93,6.

Em seguida, o ranking é dominado por países da América Latina, mas apenas aqueles que "hablan" espanhol, como Panamá (MHQ de 88,2), Porto Rico (88), República Dominicana (87,2) e Venezuela (85,8). Agora, na lanterninha do ranking que busca medir o nível de saúde mental no globo estão, em ordem decrescente:

  • Irlanda: MHQ de 56;

  • Austrália: 54,4;

  • Brasil: 52,9;

  • África do Sul: 47,5;

  • Reino Unido: 46,2.

"Irlanda, Austrália, Brasil, África do Sul e Reino Unido têm a maior proporção de entrevistados que estão angustiados ou com dificuldades, variando de 30 a 36%. Em comparação com 2021, a maioria dos 34 países repetidos [que particparam da edição anterior] permaneceu com a mesma porcentagem ou mudou marginalmente 2% ou menos em ambas as direções", detalham os autores do relatório.

Confira o ranking global com mais de 60 países

A seguir, confira o ranking completo com 64 países, desenvolvido pelos pesquisadores da organização Sapien Labs:

Em ranking sobre saúde mental, Brasil ocupa a antepenúltima posição (Imagem: Reprodução/Sapiens Labs)
Em ranking sobre saúde mental, Brasil ocupa a antepenúltima posição (Imagem: Reprodução/Sapiens Labs)

Mudanças no comportamento do pós-pandemia

Além da média geral dos países, os cientistas da organização buscam identificar tendências no comportamento humano global. Entre elas, o maior destaque é o nível baixo de saúde mental entre os mais jovens. Isso pode ser associado com a menor conexão com as famílias — estes adultos têm 3 vezes mais chances de não se darem bem com os familiares.

“O desgaste das relações familiares adultas pode ter sua origem na mudança da experiência da infância. A porcentagem que relata ter crescido em lares estáveis e amorosos caiu três vezes das gerações mais velhas para as mais jovens, embora tenha aumentado o conforto material e os investimentos dos pais em suas realizações", detalham os pesquisadores.

Outro ponto levantado é que as amizades estão se deteriorando. "Embora as gerações mais jovens não relatem ter consistentemente menos amigos íntimos, é menos provável que sejam capazes de confiar em seus amigos ou contar com a ajuda deles quando precisam", acrescentam.

Diante dessas evidências, o relatório reforça que riscos de problemas envolvendo a saúde mental são até 10 vezes mais comuns entre aqueles que não têm familiares ou amigos próximos. Neste ponto, estaratégias para melhorar a satisfação global devem ser adotadas de forma massiva.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: