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Após superar média de 2 mil mortos, especialistas alertam: Brasil pode ter até 4 mil mortes diárias por Covid-19

·3 minuto de leitura
Foto: AP Photo/Andre Penner
Foto: AP Photo/Andre Penner
  • Com alta nos índices em todos os estados, país pode apresentar 4 mil óbitos por Covid-19 em um só dia

  • Pela primeira vez, nesta quarta-feira (17), o Brasil ultrapassou a média de dois mil mortos pela doença

  • Especialistas defendem medidas restritivas como o lockdown por ao menos duas semanas para frear crise

O Brasil vem acumulando recordes consecutivos de mortes pela Covid-19 nos últimos dias. Nessa semana, já são dois dias com mais de 2.600 óbitos em 24h. O mais aterrador é que, de acordo com a previsão da Rede Análise Covid trazida pelo Estado de S. Paulo— composta por especialistas de diferentes áreas — a situação pode ser ainda mais dramática: o país pode chegar a registrar 4 mil mortes em um só dia

Nesta quarta-feira (17), a média de óbitos no país ultrapassou pela primeira vez a marca de dois mil. A análise do grupo vai ao encontro com a expectativa da Friocruz, que atestou que o Brasil vive o maior colapso sanitário e hospitalar da sua história. 

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O melhor caminho para amenizar a tragédia que se aproxima, de acordo com especialistas, é investir em medidas severas de restrição de circulação para tentar frear a propagação do vírus pelo país. De forma inédita, os casos e mortes em decorrência da doença sobem substancialmente em todos os estados ao mesmo tempo. 

Índices crescem simultaneamente e sugerem lockdown

Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Pela primeira vez desde o início da epidemia no País, os números de novos casos e mortes pela covid crescem exponencialmente em todos os Estados. Esse é um indicador importante de que a doença está fora de controle, segundo o coordenador da Rede Análise Covid, o cientista de dados Isaac Scharstzhaup.

"Como a doença veio de fora, ela chegou de avião, inicialmente às principais capitais e começou a se espalhar de cidade em cidade. Na metade do ano passado, muitas capitais estavam sofrendo, mas havia muitas cidades do interior em que não havia sequer um caso da doença; a distribuição dos casos era muito díspare. (...) "Agora, desde a virada do ano, a tendência de aumento é geral; o que muda de um Estado para o outro é apenas a velocidade de transmissão", explica Isaac Scharstzhaup, coordenador da Rede Análise Covid ao Estadão. 

O especialista também criticou as variações de lockdown que tem sido vistas ao redor de todo o país, como fechamentos totais realizados apenas por poucos dias. 

"Não adianta fazer lockdown de fim de semana, de sete dias. O ciclo de contágio do vírus é de 14 dias. Os países que adotaram o lockdown mais rigoroso só começaram a ver resultados a partir do décimo-quarto, décimo-quinto dia", afirma. 

País não pode repetir erro de relaxamento pós-pequena melhora

Ele também alerta para um eventual relaxamento das restrições logo na sequência de uma eventual queda nas taxas de ocupações de leitos em hospitais (como se deu no Brasil durante o primeiro pico da crise sanitária).

"Por isso nunca chegamos a zerar o número de casos, como a Europa conseguiu, depois da primeira onda. Quando as restrições não são feitas corretamente, acabamos fazendo um platô, uma estabilização em patamar alto. O Brasil teria que fazer uma restrição forte e não ceder no momento em que os números se estabilizam, esperar a real desaceleração", analisa ao veículo.