Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.893,32
    -1.682,15 (-1,52%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    41.778,87
    +104,57 (+0,25%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,14
    -0,20 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.780,90
    0,00 (0,00%)
     
  • BTC-USD

    19.456,44
    +47,43 (+0,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    382,09
    +17,50 (+4,80%)
     
  • S&P500

    3.621,63
    -16,72 (-0,46%)
     
  • DOW JONES

    29.638,64
    -271,73 (-0,91%)
     
  • FTSE

    6.266,19
    -101,39 (-1,59%)
     
  • HANG SENG

    26.341,49
    -553,19 (-2,06%)
     
  • NIKKEI

    26.433,62
    -211,09 (-0,79%)
     
  • NASDAQ

    12.333,25
    +56,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3612
    -0,0134 (-0,21%)
     

Brasil já vendeu grande parte de seus estoques de açúcar, diz Tereos

Por Marcelo Teixeira
·2 minuto de leitura
.
.

Por Marcelo Teixeira

NOVA YORK (Reuters) - A produtora francesa de açúcar Tereos, que tem uma operação importante no Brasil, acredita que grande parte dos estoques historicamente elevados do produto que estão em armazéns brasileiros já foi vendida e será exportada em breve.

O diretor de vendas da unidade Tereos Brasil, Gustavo Segantini, disse em conferência internacional nesta quinta-feira que não há muito açúcar disponível para venda no Brasil no momento, prevendo um mercado interno apertado no país na entressafra, de dezembro a março, e alta nos preços.

O Brasil, maior produtor e exportador de açúcar do mundo, elevou de forma significativa a fabricação do adoçante na atual temporada, já que o mercado de etanol foi muito prejudicado pelas medidas de isolamento social impostas em meio à pandemia de coronavírus.

As usinas do centro-sul do país possuem flexibilidade para ajustar a produção entre açúcar e etanol, dependendo dos preços e demanda. Com a prioridade dada ao açúcar, as usinas caminham para produzir um volume recorde de 38 milhões de toneladas nesta temporada, aumento de 9 milhões de toneladas em relação ao ano anterior.

A consultoria Datagro, organizadora da conferência, estimou os estoques de açúcar do Brasil em 13,8 milhões de toneladas ao final de setembro, 27% a mais do que em igual período de 2019. A maior parte desse volume, entretanto, já está vendida, segundo o diretor da Tereos.

Segantini disse que o mercado de exportação continua muito ativo, com as usinas fechando rapidamente vendas antecipadas para o mercado externo, e que o setor de alimentos e bebidas do Brasil deve se apressar para comprar açúcar, para evitar que fique pressionado pela oferta apertada à medida que a safra chega ao fim.

A grande desvalorização do real frente ao dólar neste ano, que supera os 40%, impulsionou as exportações de commodities. Como resultado disso, o país passou a enfrentar uma escassez de alimentos básicos, como soja e arroz.

A oferta global de açúcar, por outro lado, é vista como equilibrada, já que a pandemia reduziu a demanda pelo produto para consumo fora de casa.