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Brasil já está se preparando para possíveis casos de coronavírus

Fidel Forato

Diante do crescente número de infecções respiratórias na China, ocasionadas pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde instalou, esta semana, o Centro de Operações de Emergência (COE) - novo coronavírus. A medida vem com a notificação do segundo caso da infecção nos Estados Unidos e de pelo menos 26 mortes, segundo as autoridades de saúde chinesas.

O comitê brasileiro deve preparar a rede pública de saúde, o SUS, para atendimento de possíveis casos do vírus, chamado provisoriamente de 2019-nCoV. Até o momento, não foi detectado nenhum caso suspeito no país, embora tenha ocorrido um falso alerta no Estado de Minas Gerais.

Como medidas preventivas, o Ministério da Saúde tem monitorado diariamente a evolução dos casos em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso porque a instituição de nível global acompanha a evolução do vírus desde as primeiras notificações na cidade de Wuhan, na China.

Autoridades da saúde brasileira começam a se preparar para possível chegada do coronavírus chinês (Foto: Eugene Hoshiko/AP Photo)

Esclarecimentos

Em coletiva de imprensa, o ministro da Saúde em exercício, João Gabbardo, destacou que a pasta continuará a atualizar a sociedade brasileira, de acordo com as informações da OMS. O pronunciamento acontecia enquanto o responsável oficial, Luiz Henrique Mandetta, estava em viagem, no Fórum de Davos, na Suíça. 

“O Ministério da Saúde tem obrigação de esclarecer e não gerar pânico desnecessário na população e estamos trabalhando junto com as secretarias estaduais com essa finalidade. A nossa rede laboratorial está preparada para realizar os testes e fazer os diagnósticos", argumentou João Gabbardo.

Além disso, foi explicado que o COE é composto por técnicos, especializados em saúde pública, vindos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Evandro Chagas (IEC), entre outros. 

Características do coronavírus chinês

De acordo com as informações do Ministério da Saúde, é considerado como "caso suspeito do novo coronavírus, paciente com sintomas da doença, como febre, tosse e dificuldade para respirar. Além disso, o paciente precisa ter viajado para área com transmissão ativa do vírus nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas."

Como até o momento só foram registrados casos de transmissão ativa do vírus na cidade de Wuhan, na China, o local é peça chave na definição de novos suspeitos. Caso surjam novos focos de disseminação do vírus, as áreas com risco de transmissão serão atualizadas e disponibilizadas no site do Ministério da Saúde.

“É preciso esclarecer que a definição de casos é dinâmica, porque pode mudar a partir do contexto epidemiológico. No entanto, até o momento, não há nenhum caso suspeito do novo coronavírus no Brasil", explicou o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Julio Croda, na coletiva de imprensa. 

O boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde também traz recomendações de vigilância nos portos, aeroportos e fronteiras de todo o Brasil. Inclusive, orientações para notificação imediata de casos suspeitos do novo coronavírus em áreas de entrada no país.

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de infecções respiratórias agudas, como: "evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas; realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações."


Fonte: Canaltech

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