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Brasil foi constrangedor contra uma média Argentina. "Reinvenção" só no discurso

Tite não trouxe nada de novo contra a Argentina. Time foi previsível. Foto: Pedro H. Tesch/AGIF

Acompanhei atentamente Brasil 0x1 Argentina, em mais um amistoso caça-níquel. Confesso que já esperava que a Seleção Brasileira não apresentasse um bom futebol. Bons jogadores em seus times estão se transformando em nomes comuns com a camisa amarela. E isso pode ser colocado na conta de Tite.

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Antes do jogo, o técnico disse que está buscando uma “reinvenção” para todos, inclusive ele. Mas ficamos muito distantes desta tentativa. O Brasil foi mais do mesmo. Burocrático, duro, sem jogadas individuais e dribles, cruzamentos inúteis e pouquíssima criação. O melhor lance brasileiro foi o pênalti a favor, desperdiçado por Gabriel Jesus. No mais, deu sono e só não perdeu por um escore maior porque Alisson foi o melhor em campo.

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Enfrentamos uma Argentina em renovação e fomos piores. Por que não começou com Rodrygo, Emerson na lateral-direita e Douglas Luís no meio-campo? Tite preferiu colocar Wesley Moraes, que só foi chamado pelo corte de David Neres. O atacante do Aston Villa só participou uma vez, errando em bola dentro da área adversária.

O Brasil foi constrangedor e cada vez mais dependente de Neymar. Cinco jogos sem vitórias, pós título da Copa América, não significam muito em termos de pressão. O problema é a falta de futebol da Seleção. Isso pode derrubar qualquer profissional.

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