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Brasil é o segundo país mais desigual do mundo, atrás de Bostuana

·3 min de leitura
The Paraisópolis Slum, the biggest one in São Paulo city, is next to Morumbi, a rich neighborhood, with high standard residencial buildings.
Favela de Paraisópolis, em São Paulo, no bairro do Morumbi (Foto: Getty Images)

O Brasil é o segundo país com maior desigualdade de renda do mundo, atrás apenas de Botsuana. É o que revela a quarta edição do Atlas do Desenvolvimento Humano. Por outro lado, o acesso aos sistemas de saúde e educação básica melhorou nos últimos 20 anos.

Dados revelados pelo jornal O Globo mostram que, em 2017, os 10% mais ricos no Brasil tinham uma renda per capita 17 vezes maior do que os 40% mais pobres. O relatório é desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pela Fundação João Pinheiro.

O Atlas ainda mostra que estados do Norte e Nordeste têm o Índice de Desenvolvimento Humano que nas regiões Centro-Sul. Estados do Sul e Sudeste, por exemplo, têm mais acesso à coleta de lixo, saneamento básico e água potável.

Ao Globo, Betina Barbosa, economista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, explica que o perfil da desigualdade brasileira é de uma sociedade que se formou na escravidão.

“Conseguimos acentuar nosso desenvolvimento, sobretudo a partir de 1998, quando investimos em programa de renda mínima, educação básica e ações coordenadas pelo SUS. Precisamos de políticas públicas que mirem aspectos mais avançados. Por exemplo, o ensino médio não avança tão rapidamente quanto o fundamental. E o sistema de saúde pode ser sofisticado para atendimento a casos mais complexos”, afirma.

O Atlas mostra que o acesso ao ensino melhorou em todas as faixas etárias e, além disso, o percentual de professores mais qualificados também aumentou. No entanto, o mercado de trabalho ainda mostra problemas, como a disparidade de salários entre homens e mulheres: elas ganham, em média, 85,4% do que recebem os homens. Ainda que 16% mulheres tenham ensino superior, e entre os homens são 12%. Nas regiões Sul e Sudeste a desigualdade é maior.

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Em relação a cor, as diferenças também são expressivas. Apenas 6% dos brancos são analfabetas e, entre os negros, quase o dobro: 11%. O rendimento médio de um negro é 42% menos do que de um branco.

“Não podemos falar em racismo estrutural porque este termo inclui conotação política e geração de preconceito, e isso não é medido pelo Atlas. Mas, sem dúvida, os padrões de desigualdade se revelam muito acirrados quando comparamos a população branca e a negra”, aponta Betina Barbosa.

O Atlas teve edições lançadas em 1998, 2002 e 2013. Os organizadores esperam que a nova edição seja um norte para candidatos a prefeitos e vereadores, para que formulem políticas públicas para reduzir as desigualdades do Brasil.