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Brasil e Espanha não chegam à final em grande fase, mas são alento para torneio pouco badalado

·3 minuto de leitura

Brasil: cinco jogos, três vitórias e dois empates. Oito gols marcados. Espanha: cinco jogos, três vitórias e dois empates. Nove gols marcados. Campanhas quase idênticas e algo mais em comum: um futebol pouco vistoso para quem chegou às Olimpíadas como os principais favoritos ao ouro.

As duas equipes farão no sábado apenas a segunda final olímpica entre dois campeões mundiais. A outra havia sido em 2016, Brasil e Alemanha. E ao menos darão um peso maior ao torneio pouco badalado até aqui. Muito pela ausência de grandes jogadores, mas principalmente pelo desempenho em campo das principais equipes.

Após a queda de Alemanha, França e Argentina na fase de grupos, a chegada de Brasil e Espanha na decisão é um alento para as expectativas sobre o futebol masculino. Mas além dos números desde a primeira parte classificatória, as atuações das duas seleções também não empolgaram.

O Brasil começou o torneio com a ameaça de show, na goleada sobre a Alemanha por 4 a 2. Depois, obteve um empate sem gols diante da Costa do Marfim, uma vitória de 3 a 1 sobre a Arábia Saudita, e 1 a 0 sobre o Egito, antes de pegar o México e também passar zerado.

Já a Espanha balançou as redes duas vezes apenas na primeira fase. Empatou sem gols com o Egito, só venceu a Austrália por 1 a 0 e perdeu para a Argentina pelo mesmo placar. Só foi desencantar nas quartas de final, com um 5 a 2 sobre a Costa do Marfim. E diante do Japão sofreu para vencer na prorrogação pelo placar mínimo.

Os espanhóis voltam a disputar a medalha de ouro após 21 anos. A última vez havia sido em 2000, em Sidney, na Austrália. Asensio, do Real Madrid, fez o gol da vitória. E é um dos jogadores de destaque de uma equipe que trouxe vários talentos que disputaram a Eurocopa.

Já o Brasil atingiu sua quinta final olímpica na história mesmo sem uma série de jogadores liberados por seus clubes. No jogo ante o México, o herói foi o goleiro Santos, do Athletico-PR, que pegou um pênalti na disputa final após a prorrogação. Daniel Alves, Martinelli, Bruno Guimarães e Reinier marcaram. Aguirre e Vásquez perderam para os mexicanos.

No tempo normal, o Brasil esteve mais perto da vitória, com uma bola na trave de Richarlison no segundo tempo e um pênalti inexistente anulado no começo do jogo.

Antes de obter a inédita medalha de ouro em 2016, a seleção havia disputado a decisão em 1984, em Los Angeles, em 1988, em Seul, e em 2012, em Londres. Em todas essa oportunidades saiu com a medalha de prata.

Em 1984, nos Estados Unidos, onde obteve sua primeira medalha, a seleção bateu a Itália na semi, por 2 a 0. E perdeu para a França na decisão do ouro. O desempenho foi igual em Seul, quatro anos depois. A prata chegou com derrota para a União Soviética na final. Mas na semi o Brasil passou pela Alemanha Oriental, nos pênaltis.

Nas últimas duas edições dos Jogos, o Brasil foi à decisão. Em 2012, perdeu para o México. E em 2016, enfim, alcançou o tão sonhado ouro, ao bater a Alemanha no Rio.

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