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Brasil e Argentina vão trabalhar por moeda comum para o Mercosul, diz embaixador após encontro com Haddad

*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL  02-01-2023  Posse ministro da fazenda, Fernando Haddad, no CCBB, NA imagem com a equipe econômica.  (FOTO  Gabriela Biló /Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL 02-01-2023 Posse ministro da fazenda, Fernando Haddad, no CCBB, NA imagem com a equipe econômica. (FOTO Gabriela Biló /Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Brasil e Argentina trabalharão para a criação de uma moeda comum para o Mercosul, disse nesta terça-feira (3) o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, após visita de cortesia ao ministro Fernando Haddad (Fazenda).

De acordo com o argentino, o objetivo é fortalecer o bloco comercial e ampliar o vínculo entre os países da região. Ele também sinalizou que a criação de uma moeda única, como o euro, moeda oficial dos países-membros da União Europeia, está descartada.

"Isso não significa que cada país não tenha a sua moeda, significa uma unidade para a integração e aumento de intercâmbio comercial em todo esse bloco regional. E, como disse o presidente Lula, fortalecer o Mercosul, ampliar a união latino-americana é muito importante", disse.

Com participação expressiva de líderes da América do Sul, a posse de Lula se mostrou um indicativo de uma possível mudança no posicionamento do Brasil na geopolítica internacional.

A lista de líderes presentes na cerimônia também indicou um novo relacionamento com os vizinhos sul-americanos. Vieram ao Brasil para a posse, entre outros, os presidentes Alberto Fernández (Argentina), Gabriel Boric (Chile) e Gustavo Petro (Colômbia).

Segundo Scioli, os principais temas tratados com Haddad nesta terça foram a integração financeira e energética entre Brasil e Argentina e o aumento do intercâmbio comercial entre os dois países. O Mercosul, por sua vez, ficou fora da discussão.

"O Brasil é o parceiro número um da Argentina e, no contexto de crise da globalização, a vontade é fortalecer toda a nossa região, nossa complementação", afirmou.

O embaixador da Argentina exaltou o compromisso do ministro, a quem se referiu como "uma pessoa que tem muita experiência".

"Haddad é um economista que tem uma ambição muito produtivista, uma ambição da economia real, um compromisso também muito forte com grandes objetivos da moeda comum, que terá também um impacto positivo", disse.

Depois do encontro, Scioli tinha uma reunião agendada com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para tratar, entre outros temas, do planejamento da viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Argentina no dia 23 de janeiro.

Mais cedo, Haddad fez a primeira reunião oficial com os secretários da pasta na sede do Ministério da Fazenda.

Participaram do encontro o secretário-executivo, Gabriel Galípolo; o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello; o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron; o secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas; a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize de Almeida; a secretária de Assuntos Internacionais, Tatiana Rosito, e assessores especiais.