Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.923,93
    +998,33 (+0,90%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.234,37
    -223,18 (-0,43%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,34
    -0,88 (-1,08%)
     
  • OURO

    1.797,30
    -3,80 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    16.966,88
    -40,05 (-0,24%)
     
  • CMC Crypto 200

    404,33
    +2,91 (+0,72%)
     
  • S&P500

    4.071,70
    -4,87 (-0,12%)
     
  • DOW JONES

    34.429,88
    +34,87 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.556,23
    -2,26 (-0,03%)
     
  • HANG SENG

    18.675,35
    -61,09 (-0,33%)
     
  • NIKKEI

    27.777,90
    -448,18 (-1,59%)
     
  • NASDAQ

    11.979,00
    -83,75 (-0,69%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4940
    +0,0286 (+0,52%)
     

Brasil e Argentina estão entre os 5 países candidatos a presidir BID

Brasil e Argentina, além de México, Chile e Trinidade e Tobago, apresentaram candidaturas para presidir o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) após a destituição de Mauricio Claver-Carone, informou a instituição ao término do prazo para apresentação das mesmas à meia-noite de sexta-feira (11).

Os governadores do BID, que costumam ser ministros da Fazenda ou outras autoridades econômicas dos 48 países-membros do banco, entrevistarão os candidatos em uma reunião virtual neste domingo (13), informou a instituição em comunicado.

A escolha será realizada através de uma reunião híbrida da Assembleia de Governadores em 20 de novembro.

Para ser escolhido, o candidato deve obter uma maioria em função dos direitos de voto dos países-membros, que variam de acordo com a participação acionária na instituição.

Os três principais acionistas do banco são Estados Unidos, Argentina e Brasil, que juntos possuem quase 53% dos direitos de voto.

Além disso, o candidato vencedor deve contar com o apoio de pelo menos 15 dos 28 países americanos (26 de América Latina e Caribe junto com Canadá e Estados Unidos).

Um dos candidatos mais notórios é o economista brasileiro Ilan Goldfajn, ex-presidente do Banco Central do Brasil (BCB) e diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para as Américas.

Seu nome foi proposto pelo governo do presidente em fim de mandato Jair Bolsonaro, mas sua candidatura é contestada pela equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, que, por sua vez, não se pronunciou sobre o caso.

A Argentina, que nunca presidiu a instituição desde a sua criação em 1959, aposta na economista Cecilia Todesca Bocco, atual secretária de Relações Econômicas Internacionais do Ministério das Relações Exteriores argentino.

Única mulher entre os candidatos, Cecilia ocupou outros cargos públicos e tem experiência no exterior, onde trabalhou para a Argentina no FMI e para a agência de classificação de risco Standard & Poor's.

O México, por sua vez, apresentou o PhD em economia pela Universidade de Harvard, Gerardo Esquivel, que atualmente faz parte da junta de governadores do banco central mexicano (Banxico), onde defende uma política monetária menos restritiva.

Já o Chile optou por Nicolás Eyzaguirre, que ocupou o cargo de ministro de Fazenda nos governos socialistas de Ricardo Lagos e Michelle Bachelet.

O governo chileno afirma tê-lo escolhido porque reúne vários requisitos: um perfil técnico, experiência em organizações internacionais e perícia em políticas públicas.

Por fim, Trinidade e Tobago apresentou o nome de Gerard Johnson, um ex-funcionário do BID.

Desde a sua fundação, a presidência do BID esteve a cargo de Felipe Herrera, do Chile (1960-1970), Antonio Ortiz Mena, do México (1970-1988), Enrique V. Iglesias, do Uruguai (1988-2005), Luis Alberto Moreno, da Colômbia (2005-2020) e Mauricio Claver-Carone, dos Estados Unidos (2020-2022).

Este último foi destituído de suas funções depois que uma investigação concluiu que ele manteve uma relação íntima com uma subalterna, a quem teria dispensado tratamento favorecido.

O presidente é eleito por um período de cinco anos, com possibilidade de uma única reeleição.

erl/mas/rpr