Mercado fechado
  • BOVESPA

    99.605,54
    -1.411,42 (-1,40%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.001,31
    -244,55 (-0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    38,81
    -0,76 (-1,92%)
     
  • OURO

    1.906,90
    -5,00 (-0,26%)
     
  • BTC-USD

    13.716,68
    +35,94 (+0,26%)
     
  • CMC Crypto 200

    270,32
    +9,03 (+3,46%)
     
  • S&P500

    3.390,68
    -10,29 (-0,30%)
     
  • DOW JONES

    27.463,19
    -222,19 (-0,80%)
     
  • FTSE

    5.728,99
    -63,02 (-1,09%)
     
  • HANG SENG

    24.787,19
    -131,59 (-0,53%)
     
  • NIKKEI

    23.485,80
    -8,54 (-0,04%)
     
  • NASDAQ

    11.527,75
    -60,25 (-0,52%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7181
    +0,0776 (+1,17%)
     

Brasil arrisca ter fuga de capitais com crise fiscal, diz Loyola

Josue Leonel
·2 minutos de leitura

(Bloomberg) -- O Brasil corre o risco de uma fuga de capitais caso a crise fiscal se agrave, diz Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio-diretor da Tendências Consultoria. “A ideia de uma fuga de capital, inclusive de residentes, algo que historicamente o Brasil tem evitado, não pode ser descartada.”

Com a Selic em 2%, as taxas de juros no país não são mais tão atrativas e não ajudarão a manter o capital no país caso o investidor duvide da sustentabilidade da dívida, afirma Loyola, em entrevista.

“A situação é muito incerta e delicada, pois as perspectivas fiscais são muito negativas diante do crescimento da dívida e das despesas obrigatórias.”

O rompimento do teto de gastos ou uma eventual saída do governo do ministro da Economia, Paulo Guedes, são fatores que poderiam levar a uma deterioração mais grave do cenário, segundo Loyola.

Os temores sobre a situação fiscal do país estão refletidos nos preços dos ativos, tanto que o real é a moeda mais volátil e com maior desvalorização em 2020 -- apesar do alívio desde a semana passada com o alinhamento entre Guedes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sobre as reformas, após desavenças recentes.

Os receios de que a criação do novo programa social do governo, o Renda Cidadã, acabe levando a alguma flexibilização do teto de gastos não foram eliminados. O presidente Jair Bolsonaro acabou adiando a definição do programa para depois das eleições municipais.

“Temos grupos forte dentro do governo que estão defendendo aumento de gastos e o rompimento do teto”, diz Loyola.

Leia mais: ‘Crise de confiança’, desancoragem via fiscal: Café com Mercado

As dúvidas sobre a preservação da âncora fiscal têm pesado sobre o Tesouro, que vem sendo obrigado a encurtar o prazo da dívida. “O encurtamento não é tão negativo do ponto de vista de custo, mas indica dificuldade para o financiamento no caso de um desastre fiscal´´, disse Loyola.

As incertezas, segundo o ex-presidente do BC, ainda são agravadas pelos sinais de uma segunda onda global da pandemia do coronavírus e pelas dificuldades políticas nos EUA antes das eleições presidenciais, o que exige cautela adicional do governo e do Congresso no Brasil.

“O momento é do Congresso aprovar o orçamento de 2021 respeitando o teto e apontando para a responsabilidade fiscal.”

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2020 Bloomberg L.P.