Brasil e Argentina desejam retorno do Paraguai ao Mercosul

Rio de Janeiro, 19 fev (EFE).- O Brasil e Argentina desejam o retorno do Paraguai ao Mercosul, afirmaram nesta terça-feira os ministros das Relações Exteriores dos dois países, Antonio Patriota e Héctor Timerman, respectivamente.

Os dois chanceleres disseram que o possível retorno do Paraguai ao Mercosul e também à Unasul (União das Nações Sul-Americanas) foi abordado na conversa que os dois mantiveram hoje no Rio de Janeiro para discutir assuntos bilaterais, regionais e multilaterais.

"Falamos do Paraguai e do possível retorno do Paraguai ao Mercosul, que tanto Argentina, como o Brasil, Uruguai e Venezuela esperam que se concretize com as eleições (para presidente, em abril) e a posse de um novo presidente (em agosto)", afirmou Timerman.

Os membros do Mercosul, segundo o chanceler argentino, esperam e desejam que o Paraguai volte a ocupar seu lugar no bloco e na Unasul, organismos dos quais está suspenso desde junho de 2012 devido à destituição de Fernando Lugo da presidência em um julgamento político no Senado.

Patriota, por sua parte, manifestou seu desejo de que o Paraguai possa se incorporar o mais rápido possível ao Mercosul para que participe das negociações para definir a oferta comercial que o bloco apresentará neste ano à União Europeia para um acordo de livre-comércio.

"Assumimos o compromisso de intercambiar ofertas comerciais com a União Europeia até o final de 2013 e a expectativa é que até então tenham se realizado eleições democráticas e transparentes no Paraguai, e que o Paraguai tenha sido reincorporado democraticamente ao Mercosul", afirmou o chanceler brasileiro.

Argentina, Brasil e Uruguai alegaram para suspender o Paraguai do bloco que o julgamento político de Lugo foi uma ruptura democrática, apesar de ser um mecanismo contemplado na Constituição do país.

Quase simultaneamente à suspensão do Paraguai, a Venezuela foi incorporada no Mercosul. A adesão do país estava em suspenso há anos devido à oposição do Senado paraguaio. A decisão de suspender o Paraguai foi seguida logo depois pela Unasul.

Lugo foi sucedido por seu então vice-presidente, Federico Franco, que não é candidato nas eleições de abril. EFE

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