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Brasil abre caminho para uso de matéria-prima importada na produção de biodiesel

Por Luciano Costa
·2 minuto de leitura
Trabalhador com amostra de biodiesel em Iraquara (BA)
Trabalhador com amostra de biodiesel em Iraquara (BA)

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro aprovou resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que abre caminho para o uso de matéria-prima importada na produção de biodiesel destinado a atender leilões públicos de compra do insumo.

A medida, publicada no Diário Oficial da União de terça-feira, estabelece que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá permitir a utilização de matéria-prima importada nos editais de leilões, o que foi considerado "de interesse da política energética nacional".

O movimento do governo ocorre enquanto o setor de biodiesel do Brasil, maior produtor e exportador global de soja, lida com preços recordes da oleaginosa após fortes exportações e consumo interno da commodity.

A ANP chegou a reduzir temporariamente o percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel em leilão para amenizar a alta dos preços.

No final de outubro, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projetou que a produção de biodiesel do Brasil deve terminar 2020 com total de 6,4 bilhões de litros, alta de 8,5% na comparação com 2019 e nível recorde para um ano.

Uma autorização temporária para importações de matérias-primas já vinha sendo defendida por parte do setor, como a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), para quem a medida poderia ajudar a aliviar a indústria em meio ao aperto de oferta de soja.

O programa nacional de biodiesel não previa originalmente o uso de matéria-prima importada para atendimento da demanda dos leilões porque teve entre seus objetivos, entre outros, a criação de uma demanda para produtores familiares.

O presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, estimou no fim de setembro que o óleo de soja importado pode chegar a portos brasileiros 50 dólares por tonelada mais barato que o nacional.