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Brasil é o país que mais divulga ciência nas instituições públicas, diz estudo

Nathan Vieira
·2 minuto de leitura

Pesquisadores de várias partes do mundo coordenaram uma análise de 2.030 instituições no Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Reino Unido, Holanda, Portugal e Japão, e chegaram à conclusão de que o Brasil é o país que mais divulga ciência em suas instituições públicas de ensino, e também o que mais utiliza as redes sociais como meio de divulgação científica.

No estudo, que foi publicado na revista científica PlosONE, os pesquisadores enviaram formulários aos diretores ou responsáveis da área de divulgação de instituições, com direito a questões voltadas a frequência de ações de comunicação da ciência e os principais meios de divulgação utilizados. Os responsáveis pela análise também se concentraram no tamanho das instituições e no orçamento anual para pesquisa. Os dados foram coletados entre junho de 2017 e maio de 2018.

A conclusão dessa pesquisa é que as universidades se engajam mais em divulgar ciência através de eventos públicos (como atividades em escolas e semanas temáticas) e mídia tradicional em comparação às mídias sociais, mas que também há uma forte correlação entre os institutos que mais divulgaram por mídias tradicionais também serem mais ativos nas redes sociais.

No Brasil, a frequência reportada de uso do Facebook diariamente ou semanalmente pelas instituições foi de 40%, valor aproximado também de divulgação em sites oficiais das instituições (38%). Já ao que se refere ao Twitter, cerca de 20% reportaram usar. Para os blogs de ciência, sobrou apenas uma fatia de 10%.

Brasil é o país que mais divulga ciência nas instituições públicas, diz estudo feito por vários pesquisadores ao redor do mundo (Imagem: Ousa Chea / Unsplash)
Brasil é o país que mais divulga ciência nas instituições públicas, diz estudo feito por vários pesquisadores ao redor do mundo (Imagem: Ousa Chea / Unsplash)

A pesquisa reitera que a maior parte da população procura buscar informações sobre ciência em mídias tradicionais, o que reflete a baixa adesão em redes sociais das instituições públicas. Nos países europeus, cerca de 10% reportaram usar redes sociais para buscar informações de ciência e tecnologia. A análise ainda aponta que a divulgação se concentra em uma fração das instituições (30%) que mais praticam divulgação científica.

No Brasil, a equipe selecionou instituições públicas listadas no Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), os centros de pesquisa ligados ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e também as 50 universidades listadas como as melhores do país no ranking Times Higher Education e no RUF (Ranking Universitário da Folha de S. Paulo). Chegou-se a um total de 945 instituições, das quais 169 responderam o questionário. Na Itália, foram incluídas 366 instituições, na Alemanha, 358, e no Japão, 321.

Para os especialistas por trás da análise, o principal obstáculo para divulgação científica no Brasil é a falta de recursos, mas os resultados da pesquisa refletem esforços que de incentivo à divulgação.

Fonte: Canaltech

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