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Brasil é exceção em nível de renda de cafeicultores, diz estudo

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Segundo novo estudo do Columbia Center on Sustainable Investment, torrefadoras de café não estão fazendo o suficiente para ajudar a melhorar a renda dos cafeicultores, e as práticas atuais mantêm a maioria deles abaixo da linha da pobreza.

A pesquisa se concentrou no impacto das práticas de originação na renda e no bem-estar de produtores e trabalhadores rurais. O estudo analisou as práticas entre as 10 dos maiores torrefadoras e varejistas de café, que incluem Nestlé, JDE Peet’s NV, J.M. Smucker, e Starbucks.

“Embora todas as empresas tenham estabelecido compromissos de sustentabilidade ou projetos relevantes para os produtores, nenhuma é capaz de garantir que todos os produtores viáveis em suas cadeias de suprimento ganhem uma renda vital”, afirma o estudo. “Todos poderiam fazer mais dentro de suas práticas de originação para influenciar positivamente a prosperidade dos produtores.”

A pesquisa também mostrou profundas diferenças entre a renda atual no mercado de café e as estimativas de renda vital entre as dez maiores nações produtoras. Em oito de cada 10, a renda média com a produção de café está na linha da pobreza ou abaixo dela. Apenas no Brasil, o maior exportador e produtor, o agricultor médio obtém renda vital líquida suficiente acima de algumas estimativas, disse o grupo.

Uganda mostra a maior diferença: o produtor médio ganha US$ 88 por ano com café em relação aos valores de referência de renda vital que variam de mais de US$ 2 mil a quase US$ 6 mil.

Entre as principais commodities, o café tem o uso mais difundido de certificações e verificações de acordo com as Normas Voluntárias de Sustentabilidade, ou VSS na sigla em inglês. Ainda assim, o estudo disse que não há “evidências” de que o uso desses programas, pelos quais os agricultores pagam uma taxa a empresas certificadoras, permite que a maioria obtenha uma renda vital.

“Isso significa que as declarações de originação 100% responsável” que se apoiam na VSS não indicam se os produtores ou trabalhadores rurais podem alcançar um padrão de vida adequado, segundo os pesquisadores.

O relatório coincide com o aperto da oferta de café nos mercados mundiais diante do impacto das geadas nas lavouras brasileiras na semana passada, levando os preços às alturas. Enquanto isso, Honduras, maior fornecedor da América Central, tenta se recuperar do impacto do furacão e da Covid-19 diante de preços baixos que desincentivaram investimentos agrícolas nos últimos anos.

Outras empresas cujas práticas de originação foram incluídas no estudo foram Lavazza, Tchibo, Keurig, Costco Wholesale, Tata e Unilever.

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©2021 Bloomberg L.P.

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