Brasil é o 2º da AL com maior número de executivos com inglês fluente

SÃO PAULO - Cerca de 40% dos executivos brasileiros têm inglês fluente. Na América Latina, o México ultrapassa o índice, com mais de 52% dos profissionais com fluência no idioma. Atrás do Brasil, aparecem Chile e Argentina, empatados em 35%. Essas são algumas das informações da pesquisa da Michael Page e Page Personnel sobre o domínio do inglês pelos profissionais brasileiros e latino-americanos.

Dentre todas as carreiras, os profissionais de Marketing são os que mais dominam o idioma, com mais de 54%. Em seguida, aparecem os advogados, com metade deles fluente. Atrás das duas profissões, a área de Suplemento e Logística apresentou indicador de 46%. Tecnologia da Informação vem logo atrás, com 45%. E por último, os profissionais de Varejo aparecem com 38% de fluentes.

De acordo com o diretor de marketing do Page Group, Sérgio Sabino, toda a América Latina passa a ter um papel decisivo nos destinos da economia mundial e o Brasil é o grande protagonista desse movimento. “Precisamos equacionar nossas deficiências no domínio do inglês para não ficarmos para trás em relação à China e demais potências emergentes”, analisa.

Por estados, São Paulo concentra o maior percentual de profissionais que dominam o inglês, 49%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 45%. Na sequência vem o Sul do País com 31% dos seus executivos, o Nordeste, com 28%, e Centro-Oeste, com apenas 25%.

Setores da economia
Entre os setores da economia brasileira, Serviço e Comércio apresentou o maior índice de profissionais fluentes no inglês, com mais da metade. Na sequência aparecem os profissionais da Indústria, com 34,8% de executivos. Apenas 12,3% profissionais do setor de Mineração são fluentes e no Agronegócio não mais do que 2,8% dos profissionais dominam o idioma.

Metodologia
Foram entrevistados 8 mil profissionais, sendo 5 mil no Brasil e 3 mil divididos entre México, Chile e Argentina. Entre os 5 mil profissionais brasileiros avaliados no estudo, 3 mil eram executivos em nível de média e alta gerência, com remunerações que variam de R$ 8 mil e R$ 35 mil. Os outros 2 mil foram qualificados como profissionais técnicos ou de suporte à gestão, com remunerações entre R$ 2 mil e R$ 7 mil. A faixa etária dos entrevistados variou entre 22 a 45 anos.

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