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Brasília em Off: A saia justa de Guedes

Martha Beck
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, deixaram o ministro da Economia, Paulo Guedes, numa saia justa ao falarem ontem sobre o auxílio emergencial. Bolsonaro adiantou que o benefício poderia voltar a ser pago em março durante três ou quatro meses. Já Lira aumentou a pressão sobre o ministro ao dizer que uma solução para os mais pobres urge e que Guedes tem que agir.

Nos últimos dias, o ministro vinha tentando construir uma proposta que atrelasse a prorrogação do auxílio a uma contrapartida fiscal e só pretendia falar sobre o assunto depois que tudo estivesse acertado com o Congresso. Não deu tempo. Bolsonaro deixou de lado o compromisso com austeridade em sua fala, afirmou um integrante da Economia. O ministro, então, decidiu agir dizendo que o auxílio depende de contrapartidas fiscais porque o Brasil não pode continuar gastando “como se não houvesse amanhã”.

Prova de fogo

A aprovação da autonomia do Banco Central no Congresso não é sinal de que as reformas propostas pelo Ministério da Economia avançarão, afirmam técnicos da equipe econômica. A prova de fogo para o centrão virá na hora de discutir o que Guedes quer fazer com a PEC do pacto federativo, como desindexação, redução de incentivos fiscais, como a Zona Franca de Manaus, e mudanças em programas como abono salarial e seguro defeso.

Escolha a dedo

Lira escolheu a dedo o projeto de autonomia do BC para dar o pontapé na agenda econômica de seu mandato. A pauta foi acertada com líderes e o Ministério da Economia para dar um sinal positivo ao mercado financeiro e, de lambuja, espezinhar o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que travou o andamento do projeto no final do ano passado.

Toma lá dá cá

Os partidos do centrão já pressionam Bolsonaro para ter o controle de, pelo menos, cinco ministérios. Estão na mira Saúde e Cidadania. Há ainda o pedido de recriação das pastas do Desenvolvimento, Planejamento e Esportes. Desenvolvimento e Planejamento foram absorvidos pela Economia no início do governo Bolsonaro para dar mais poderes a Guedes, que resiste a qualquer mudança. Ele alega que as duas áreas são parte da espinha dorsal de seu ministério.

Rebote

O pagamento de uma nova rodada de auxílio emergencial terá um efeito rebote sobre a população mais pobre, afirma um auxiliar de Guedes. Mais estímulo fiscal num momento em que as contas públicas já estão tão deterioradas vai desancorar expectativas de PIB e inflação. Segundo esse auxiliar, isso acaba corroendo a renda da população beneficiada pelo auxílio e aumentando o desemprego.

Até tu, Brutus?

Integrantes da equipe econômica estão desapontados com o fato de economistas especializados na área fiscal não se posicionarem mais enfaticamente contra uma prorrogação do auxílio emergencial. Eles avaliam que a pasta precisaria de apoio em defesa do reequilíbrio das contas públicas num momento em que a pressão política por quebra do teto de gastos se tornou insustentável.

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