Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,33 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,48 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    -0,26 (-0,44%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -14,10 (-0,80%)
     
  • BTC-USD

    60.792,55
    +2.071,13 (+3,53%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,34 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,03 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,27 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,08 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    +63,25 (+0,46%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7625
    +0,1276 (+1,92%)
     

Brasília em Off: Guedes mergulha nas negociações da vacina

Martha Beck
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O ministro da Economia, Paulo Guedes, mergulhou nas negociações para a compra de vacinas contra a Covid-19. A equipe econômica teme que o estranhamento entre o Ministério da Saúde e os fabricantes, além da postura anti-vacina do presidente Jair Bolsonaro, atrasem ainda mais a imunização dos brasileiros.

Guedes, que tem 71 anos e está ansioso para tomar a vacina, tem reforçado que vê a imunização em massa como única forma de evitar mais um ano de crise. A vacinação é uma das apostas da Economia para que a nova rodada de auxílio emergencial fique limitada a apenas quatro meses. A articulação do ministro é feita com cautela para não avançar sobre a seara do Ministério da Saúde. Isso seria trazer mais uma bomba para o colo de Guedes, para quem problemas não faltam.

Força tarefa

Foi preciso montar uma força-tarefa para convencer Bolsonaro a não jogar por terra todo o esforço da Economia para salvar a PEC Emergencial na Câmara dos Deputados. Até o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, tiveram que entrar em campo. Ambos serviram como anteparo para o ministro da Economia, que é alvo permanente de ataques no Palácio do Planalto, não se desgastar ainda mais com Bolsonaro.

Dilema

Todos tentaram dissuadir o presidente da ideia de excluir profissionais da área de segurança das regras que congelam salários em caso de calamidade financeira. O grupo insistiu com Bolsonaro que ele corria o risco de não conseguir pagar a nova rodada de auxílio emergencial ainda em março se mudasse demais a proposta, pois ela voltaria ao Senado. Encontrou-se um meio termo por meio de um acordo para excluir da PEC a proibição de promoções e progressões de carreira do funcionalismo, o que beneficia diretamente policiais.

Cadê

No meio da votação em segundo turno da PEC Emergencial na Câmara na noite de quinta-feira, a base do governo teve que sair arregimentando votos para não perder nos destaques. Um dos perdidos era o próprio relator da PEC, deputado Daniel Freitas, que estava sumido. Foi preciso ligar para o parlamentar e pedir que ele votasse.

Traição

Integrantes da equipe econômica que acompanharam de perto a tramitação da PEC Emergencial culpam o secretário da Receita, José Tostes, pela desidratação da proposta. Segundo eles, ao enviar a parlamentares um comunicado dizendo que Guedes era contra o fim da vinculação das receitas destinadas ao trabalho da Receita Federal, o secretário “abriu a porteira” para derrotas, já que o governo “piscou” com o compromisso fiscal da PEC.

Paz e amor

Depois do desgaste das últimas semanas para negociar a PEC Emergencial, manter o presidente do Banco do Brasil no posto e dar alguns passos em sua agenda liberal, Guedes recebeu na terça-feira o secretário de Cultura e grande fã do presidente, Mário Frias. Interlocutores do ministro viram o encontro, de cortesia, como um aceno a ala ideológica de Bolsonaro.

Tweet da semana

For more articles like this, please visit us at bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.