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Brasília em Off: Como o PT vê o avanço de Bolsonaro

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(Bloomberg) -- A reação do presidente Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais tem sido minimizada por coordenadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Eles afirmam que o ex-presidente tem registrado um desempenho de alta consistente nesses levantamentos, chegando a 45% na última pesquisa XP/Ipespe. Já Bolsonaro, que chegou a 31% no mesmo levantamento, só cresceu em função da saída do nome do ex-juiz Sergio Moro do páreo, afirmam os aliados de Lula.

Olhando os votos válidos, Lula tem cerca de 50%, afirma um dos interlocutores, enquanto todos os demais candidatos têm outros 50%. Isso significa que a briga está acirrada como sempre foi.

Nordeste vira campo de batalha para Bolsonaro e Lula

Seguro contratado

Coordenadores da campanha de Lula afirmam que a aliança do ex-presidente com Geraldo Alckmin é a maior prova de que o ministro da Economia de um eventual governo petista não será do tipo “esquerda raiz”.

Economia sob Lula será trabalho em equipe, sem Posto Ipiranga

A união de Lula e Alckmin, diz um interlocutor do ex-presidente, já é uma forma de Lula mostrar que está disposto a fazer um governo de consenso e que as soluções para problemas como a alta da inflação ou o teto de gastos não serão elaboradas apenas por economistas do PT, mas em parceria com aqueles trazidos por Alckmin.

Vitrine

Foi o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, quem pediu que seu amigo de longa data e assessor especial Guilherme Afif Domingos assumisse a coordenação do programa de governo do ex-ministro Tarcísio de Freitas em São Paulo.

Guedes quer usar o plano econômico do candidato de Bolsonaro ao governo do estado como uma espécie de espelho para o programa que o presidente precisa ter na esfera nacional num eventual segundo mandato.

A hora chegará

Integrantes da equipe econômica afirmam que o governo terá que fazer algum corte nas chamadas emendas de relator no orçamento deste ano. Isso porque, além de resolver o reajuste salarial para o funcionalismo público, o governo ainda terá que recompor o orçamento de vários ministérios que correm risco de paralisar atividades em função da falta de dinheiro.

As despesas discricionárias estão hoje em R$ 131 bilhões. Mas várias pastas já começaram o ano com orçamentos reduzidos, incluindo a Economia, cujo corte foi de mais de 50%. Nas estimativas dos técnicos, a máquina pública precisa de, no mínimo, R$ 90 bilhões para funcionar.

Os R$ 41 bilhões restantes para se chegar ao total das discricionárias incluem emendas impositivas e também os R$ 16 bilhões em emendas de relator que o presidente da Câmara, Arthur Lira, não quer nem ouvir falar em cortar, especialmente num ano eleitoral. Os técnicos sabem que esse não é o momento para passar a tesoura em dinheiro de aliados, mas dizem que isso será inevitável até o final de 2022.

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